<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775</id><updated>2012-01-28T11:01:51.983-03:00</updated><title type='text'>Célula Zero</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-992239491612573288</id><published>2010-08-20T15:05:00.007-03:00</published><updated>2010-08-20T15:46:38.445-03:00</updated><title type='text'>O Mundo Invertido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/TG7JkaLrCRI/AAAAAAAAAMo/HceQSblbNhc/s1600/convoc222.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 378px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/TG7JkaLrCRI/AAAAAAAAAMo/HceQSblbNhc/s400/convoc222.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507561021661448466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo que não posto nesse blog, não sei ao certo o motivo. De qualquer forma, recentemente me deparei com um texto que me tocou profundamente, tamanha a sua simplicidade e capacidade de reflexão. Mesmo sendo extenso, compensa ler, acredito que valha a pena postar aqui e, quem sabe, compartilhar um pouco desse sentimento. Confesso que me senti um tanto angustiado, tão angustiado quanto quando vejo as notícias de violência que tem vindo a tona e me fazem lembrar dos inúmeros outros casos que continuam amordaçados gritando por socorro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="western"&gt;Vai aqui a minha homenagem a todas as riot grrrls, elas sabem quem são.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Mundo Invertido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Inverta o termo de gênero homem por mulher. Imagine que a palavra mulher inclui, é claro, também o homem, porque seria a palavra mulher que definiria o gênero humano. Imagine que sempre viveu em uma sociedade semelhante à nossa na qual desde que éramos crianças a palavra mulher era usada para denominar tanto o pai como a mãe. Isto é, quando nesta sociedade dizemos mulher estamos incluindo, às vezes sim, às vezes não, os homens (Como você se sente pelo fato de que se identifiquem homens e mulheres com uma palavra feminina?)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Cada dia de sua vida será dessa maneira. Sinta a presença da mulher e a insignificância do homem. Pense na história da humanidade construída, como é lógico, pelas grandes mulheres, as heroínas da pátria, as cientistas, sábias e inventoras. Sinta o poder e a autoridade das mulheres. Os bustos e retratos das mulheres que fizeram história estão em todos os edifícios públicos, nos parques e nos selos. Seus nomes estão nas avenidas e nas ruas. Quando há nomes de homens, geralmente são os esposos, amantes, pais ou filhos das grandes mulheres ou são homens que só existem na fértil imaginação das mulheres (Você pode imaginar uma cidade repleta de imagens das grandes matriarcas? Como é que você se sente em uma cidade assim?).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Recorde como eram as famílias nos filmes, nas telenovelas, nos romances, e talvez em sua própria família. Recorde que a mãe sai todos os dias para trabalhar e o pai fica em casa limpando, cozinhando, lavando, cuidando do bebê, indo ao mercado, procurando alguém para consertar algo que se quebrou ou desmontou em casa, pedindo desculpas ao vizinho pela janela que a Mariazinha quebrou, procurando Rosinha para passar-lhe uma bronca, fazendo contas para saber porque o dinheiro não dá e milhares de outras coisas.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Mas todas crêem e dizem que quem trabalha é a mãe. É ela quem dá o dinheiro ao pai para que compre as coisas que toda a família necessita. O pai fica em casa e não trabalha. O pai bronqueia e se queixa. E quando a mãe chega todas devem estar quietinhas, o pai e todas as filhas, porque a mãe fica mal-humorada, chega muito cansada do trabalho e não tem porque ouvir e tolerar as bobagens da casa. Aos domingos toda a família sai para passear, mas o pai não brinca com você, ele continua com a cozinha e “peguem isso, não façam aquilo”. Em compensação a mãe está feliz, jogando futebol, correndo com a cachorra, comprando sorvetes (Como é que você sente esta distribuição da autoridade dentro de casa? Você pode imaginar o pai fazendo todo o serviço de casa? Como é que você imagina um pai que faz tudo dentro de casa? Com quem você se identifica? De quem você sente pena? Acha que é justo ou injusto?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Lembre-se que tudo o que você leu durante toda a sua vida só usa pronomes femininos, ela, dela, delas, mesmo quando a referência era a meninas e meninos, mulheres e homens. Lembre-se do livro em que você aprendeu a ler: “a mãe move o mundo; o pai pega os pratos”. Lembre-se de que apesar de que desde pequena disseram a você que as mulheres e os homens são iguais, nas telenovelas, no cinema, nas canções, isso não é assim. As mulheres são as heroínas, as que fazem coisas importantes e se movem na esfera pública. Os homens, quando aparecem, são o bandido do filme, o que abandonou a heroína ou o tonto que escolheu mal a sua mulher.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Toda a vida dos homens gira ao redor de sua mulher e parece que eles só pensam em sua aparência física. Além do mais, os homens nunca são solidários entre eles, sempre fofocando e falando de coisas sem importância ou falando mal do seu melhor amigo.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Nos contos de fadas, os homens sempre têm que esperar serem salvos por uma mulher forte e boa que lhes dará tudo o que eles não podem fazer por si mesmos (Como você se sente sabendo que os homens devem ser salvos pelas mulheres?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Recorde que embora sempre tenham dito a você que a Deusa não tem sexo, sempre que você viu a imagem dela nas igrejas e santinhos, é uma mulher com uma longa cabeleira branca e na Igreja Católica só as mulheres podem rezar missa e só elas foram eleitas Mamas da Santa Igreja. E, embora na Bíblia exista um relato de que a Deusa criou a mulher e o homem no mesmo ato, o relato mais difundido e o que se conta para as meninas é o de Eva e Adão em que a Deusa criou primeiro Eva e depois tirou Adão da sua costela, para que Eva não ficasse sozinha no paraíso. Mas depois Adão fez Eva pecar ao convencê-la a comer a fruta proibida e desde então a humanidade inteira sofre por culpa do Adão. (O que você experimentou ao sentir que nós mulheres somos princípio e fim do gênero humano, as criaturas mais importantes e amadas da Deusa? Como isso afeta a sua auto-estima? Você pode imaginar uma Deusa? Você se sente à vontade com a idéia de uma Deusa? E de um Papa mulher, quer dizer, uma Mama? Como você se sentiria em uma missa rezada por uma mulher?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Lembre-se de que a maioria das vozes no rádio e das caras na televisão e na imprensa, quando se trata de eventos importantes como a nomeação de uma comissão pacificadora, a junta diretora de um banco, a eleição na Federação das Indústrias, a secretaria geral de um sindicato, o FMI, etc., são vozes e caras de mulheres. Lembre-se que a Presidente sempre foi uma mulher e que as ministras e deputadas são mulheres na sua maioria.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;A polícia e o exército estão majoritariamente nas mãos das mulheres. E embora aos homens lhes tenha sido dado o direito a voto muito depois de que às mulheres, ninguém questiona a igualdade eleitoral. Recorde que na escola todos os seus livros didáticos falam do ponto de vista feminino, a história relata as façanhas das mulheres, sua luta pela liberdade, pela igualdade e pela sororidade. Nos estudos sociais só se lê o que pensaram as mulheres, o que conquistaram as mulheres, porque o progresso humano foi feito por elas e é medido de acordo com o que elas consideram importante.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Em anatomia é o corpo da mulher que é usado para explicar o sistema respiratório, o sistema circulatório, etc. No esporte, os importantes são os esportes que as mulheres praticam… afinal de contas, na Copa do Mundo só os times femininos participam. As compositoras de música são sempre mulheres, com raras exceções, e as grandes artistas plásticas reconhecidas mundialmente são mulheres. A literatura mundial é aquela escrita pelas mulheres. Os romances, contos e poesias dos homens são apenas literatura masculina. E quando há perigo de guerra ou extinção do planeta, todas as que têm o poder, de evitá-la ou não, são mulheres, mesmo que os homens, junto com suas filhas, saiam às ruas para protestar e lutar pelos Direitos da Mulher, ou como são chamados agora, “Direitos Humanos”.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Lembre-se de que o pai sempre disse que o mundo é assim, não porque não se queira dar importância aos homens – suas caras e seus corpos são vistos nos comerciais e, é claro, nos concursos de beleza – mas porque na realidade a maioria das pessoas que se movem nas esferas de decisão, nas esferas importantes, são mulheres. Embora todos os homens saibam que atrás de toda grande mulher há um bom homem. (Como você se sente sabendo que é a mulher o paradigma do humano? Você consegue imaginar uma esfera pública povoada só de mulheres? Consegue imaginar uma Assembleia Legislativa ou um Congresso composto só por mulheres? O que você sente ao pensar nesse Congresso? O que você sente quando imagina um concurso de beleza de homens?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Sinta-se verdadeiramente tranquila e segura com o fato de que nós, mulheres, somos as líderes, os centros de poder, as principais e essenciais em tudo. Que somos nós, mulheres, que outorgamos o voto ao homem e que decidimos o destino do planeta em nome da humanidade. O homem, cujo papel natural é o de esposo e pai, encontra sua satisfação por meio de seu sacrifício por sua família, suas filhas e por dar um oásis de paz a sua senhora. Isto é natural, pois todas conhecemos as diferenças biológicas entre os sexos. Pense na explicação biológica óbvia: a mulher entrega seu corpo inteiro para a reprodução da espécie durante a gravidez e a amamentação e dessa forma, ao homem lhe cabe fazer todo o resto. Além do mais, o corpo da mulher é o paradigma – o desenho ou construção de seu corpo é o protótipo do corpo humano – pois seus órgãos genitais são compactos e internos, protegidos dentro do corpo. Seu corpo tem menos pelos, característica importante que a diferencia dos primatas, enquanto o homem, muito mais peludo, está mais próximo dos macacos dos quais descende. Pense que os órgãos genitais masculinos são mais expostos, prova de que os homens devem ser educados a brincar com cautela, para assegurar a continuação da espécie. A vulnerabilidade masculina obviamente torna os homens necessitados de proteção. E está cientificamente comprovado que os homens suportam menos a dor e estresse, e têm uma vida mais curta que as mulheres. Assim, é melhor que permaneçam dentro de suas casas e não façam nada mais pesado que os serviços domésticos. (O que você sente quando ouve dizer que a mulher é biologicamente mais forte? Como você se sente com a idéia de que o corpo da mulher seja o paradigma do corpo humano? Acha justo que os homens se encarreguem da criação das crianças e de cuidar das meninas?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Portanto, é a própria natureza quem determina que os homens são mais passivos que as mulheres e que seu desejo sexual é o de ser simbolicamente envolvidos pelo corpo protetor de uma mulher. Os homens psicologicamente anseiam por essa proteção, tomando plena consciência de sua masculinidade no momento do envolvimento sexual, sentindo-se expostos e vulneráveis em qualquer outra situação. Segismunda Freud, que apesar de ser mulher sabe mais sobre a sexualidade masculina que os próprios homens, já disse que o macho não alcança a verdadeira maturidade enquanto não conseguir vencer sua tendência ao orgasmo fálico e passar para o orgasmo testicular. Quando consegue, finalmente se torna um “homem completo” e pode deixar-se absorver pela mulher. (Você consegue evocar suas experiências sexuais? A sua sexualidade é integral, completa, ou mutilada? Como é que você se sente quando ouve dizer que é uma mulher a que sabe mais sobre a sexualidade dos homens?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Mas se o homem não aceita tal visão e continua aferrado ao orgasmo fálico, as teorias psicanalíticas, universalmente aceitas e cientificamente comprovadas, demonstram que é porque esse homem, inconscientemente, está rejeitando sua masculinidade. Deve fazer psicoterapia para que seja ensinado a aceitar a sua verdadeira natureza. É claro que essa terapia será ministrada por uma psicóloga que tenha a educação e a sabedoria para facilitar a abertura que se requer por parte do homem para que reconheça sua natureza masculina e possa crescer em busca do seu verdadeiro eu, aceitando seu destino biológico como base moral da família. (Você consegue evocar relações sexuais satisfatórias? Por que foram satisfatórias? Você pode imaginar uma terapeuta falando sobre a “natureza masculina”? O que você sente ao pensar nessa natureza masculina?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Para ajudar o homem a vencer sua resistência em aceitar seu verdadeiro destino, a terapeuta o levará a tomar contato com o menino que vive dentro dele. Que recorde como invejava a liberdade que suas mães davam à sua irmã. Ela podia correr, subir em árvores e andar a cavalo sem se preocupar em maltratar seus órgãos genitais. Ele lembra também que ela podia usar tênis e shorts, enquanto ele tinha que calçar esses sapatinhos de verniz que lhe machucavam os pés… Rapidamente a terapeuta o afasta desse tipo de pensamentos que fomenta horríveis movimentos masculinistas que são liderados por homens feios e frustrados que não conseguiram uma mulher que os desejem e os protejam. A terapeuta lhe explicará que, obviamente, como sua irmã tem tanta liberdade de movimento, é preciso estimulá-la para desenvolver seu corpo e sua mente para as grandes responsabilidades que a esperam em sua vida adulta. A terapeuta o ajudará a entender que a vulnerabilidade masculina necessita da proteção feminina. Por isso, seu papel nesta vida é menos ativo e a ele são ensinadas as virtudes da abnegação do sacrifício. (Que tipo de sentimentos você sente no seu interior? Como você sente a roupa que está usando agora?).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Por tudo isso, à mulher corresponde a fortaleza, ao homem a observação, a graça, a nutrição, a abnegação. Atrás de toda grande mulher, há um bom homem. O mundo é um berço que se move pelas mãos de um homem abnegado. O homem é um ser incompleto, por isso necessita que sua mulher lhe dê filhas para sentir-se finalmente completo. O homem é do lar, a mulher da rua, o homem se realiza dentro da esfera privada, a mulher na pública. A mulher é forte, independente, racional, por isso não necessita da proteção de sua casa e gosta de andar pelas ruas com suas amigas. (Você consegue sentir-se poderosa por sua capacidade de continuar a espécie e dar dignidade ao homem? O que se sente ao saber que os homens são incompletos, carentes de proteção? Como você se sente sabendo que as mulheres andam pelas ruas e que isso é “natural”?)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Devido à sua inveja do clitóris, ele aprende a esconder seus órgãos genitais e aprende a sentir-se envergonhado e sujo por suas ejaculações noturnas. Aprende a depilar as pernas, as axilas, o peito, a barba e até a usar desodorantes testiculares para sentir-se como um bonequinho, um verdadeiro Ken. Inconscientemente sabe que as mulheres gostam dos jovenzinhos porque são mais dóceis e lindos e por isso tem que tratar de parecer sempre jovem. As mulheres, em compensação, não têm que se preocupar demasiado com seu físico porque elas são admiradas por sua inteligência e força e sabem que sempre poderão conseguir um marido porque eles são estimulados a sonhar com o casamento como única alternativa a sua vida. Além do mais, todos os jovenzinhos acham atraente uma mulher grisalha, com experiência e dinheiro. Eles são ensinados a sonhar com o dia em que sua “senhora” lhe entregará uma recém-nascida mulher para que a cuide e leve seu nome. Sabe que se for um menino, ele é quem falhou, mas em todo caso pode seguir tentando… (Percorra seu corpo, grave os sentimentos que se mobilizaram.)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;—————————————————————————&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;Retirado do Manual de Capacitação das Mulheres Jovens, elaborado pela Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) e pela Instituto Latino-Americano para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente (ILANUD).&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="western"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-992239491612573288?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/992239491612573288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=992239491612573288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/992239491612573288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/992239491612573288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2010/08/o-mundo-invertido.html' title='O Mundo Invertido'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/TG7JkaLrCRI/AAAAAAAAAMo/HceQSblbNhc/s72-c/convoc222.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-2650026359745768845</id><published>2009-06-10T01:57:00.001-03:00</published><updated>2009-06-10T09:43:34.820-03:00</updated><title type='text'>A Ideologia da Vitimização</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Na primeira vez que eu vi, me deixou puto porque eu sabia que quem fez o grafite me definiria como um “homem” e eu nunca desejei estuprar ninguém. Nem nenhum dos meus incriminados amigos. Mas, como eu fui encontrando este dogma em spray todos os dias, as razões para minha raiva mudaram. Eu reconheci este dogma como uma oração para a versão feminista da ideologia da vitimização – uma ideologia que promove medo, fraqueza individual (e conseqüentemente dependência em grupos de suporte baseados em ideologias e em proteções paternalistas de autoridades) e cegueira para todas as realidades e interpretações de experiências que não conformam com a visão de alguém sobre si mesmo como vítima.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não nego que exista alguma realidade atrás da ideologia da vitimização. Nenhuma ideologia poderia funcionar se não tivesse base alguma na realidade. Como Bob Black disse, “Nós somos crianças adultas de nossos pais.” Nós todos passamos nossas vidas inteiras em uma sociedade que está baseada na repressão e na exploração de nossos desejos, nossas paixões, e nossa individualidade, mas certamente é um absurdo abraçar a derrota definindo a nós mesmos nos termos da nossa vitimização.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como um meio de controle social, instituições sociais reforçam a sensação de vítimas em cada um de nós focando esta sensação em direções que reforçam a dependência em instituições sociais. A mídia nos bombardeia com contos de crime, corrupção política e corporativa, conflitos raciais e de gênero, escassez e guerra. Enquanto estes contos comumente tem uma base na realidade, eles são apresentados de forma a claramente reforçar o medo. Mas muitos de nós descrêem da mídia, e então é servida toda uma gama de ideologias “radicais”—todas contendo um grão de percepção real, mas todas cegas para o que de alguma forma não se encaixe na suas estruturas ideológicas. Cada uma dessas ideologias reforça a ideologia da vitimização e foca a energia dos indivíduos fora do exame da sociedade em sua totalidade e do seu papel em reproduzi-la. Tanto a mídia quanto todas as versões de radicalismo ideológico reforçam a idéia de que nós somos vítimas de algo que está “fora”, dos “Outros”, e que as estruturas sociais – família, polícia, leis, terapia e grupos de suporte, educação, organizações “radicais” e qualquer coisa mais que possa reforçar o senso de dependência – estão lá para nos proteger. Se a sociedade não produzisse estes mecanismos – incluindo as estruturas de falsa, ideológica, e parcial oposição – para proteger a si mesma, nós talvez justamente examinássemos a sociedade em sua totalidade e viéssemos a reconhecer sua dependência nas nossas atividades para se reproduzir. Então, em cada chance que tivéssemos, nós talvez recusássemos nossos papéis como dependentes/vítimas da sociedade. Mas as emoções, atitudes, e modos de pensar evocados pela ideologia da vitimização tornam esta mudança de perspectiva muito difícil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao aceitar a ideologia da vitimização de qualquer forma, nós escolhemos viver no medo. A pessoa que pintou o grafite “Homens Estupram” era muito certamente uma feminista, uma mulher que viu seu ato como uma afronta radical à opressão patriarcal. Mas tais proclamações, de fato, apenas vem acrescentar à um clima de medo que já existe. Ao invés de dar às mulheres uma sensação de força como indivíduos, reforça a idéia de que as mulheres são essencialmente vítimas, e as mulheres que lerem este grafite, mesmo que elas conscientemente rejeitem o dogma atrás dele, provavelmente andarão pelas ruas mais amedrontadas. A ideologia da vitimização que permeia tais discursos feministas pode também ser encontrada em algumas formas de libertação gay, libertação nacional/racial, conflito de classes e em quase toda outra maldita ideologia “radical”. O medo de uma atual, imediata, prontamente identificável ameaça para um indivíduo pode motivar ação inteligente para erradicar a ameaça, mas o medo criado pela ideologia da vitimização é o medo de forças tanto tão grandes quanto tão abstratas para o individuo lidar com elas. Acaba por se criar um clima de medo, suspeita e paranóia que torna as mediações que são a rede de controle social parecerem necessárias e até mesmo boas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É este aparentemente sobrepujante clima de medo que cria em indivíduos a sensação de fraqueza, a sensação de ser essencialmente uma vítima. Enquanto é verdade que vários ideólogos “liberacionistas” algumas vezes explodem com raiva militante, raramente vai além daquele ponto onde se realmente ameaça alguma coisa. Ao invés, eles “demandam” (leia-se “militantemente imploram”) que aqueles que eles definem como seus opressores lhes dêem sua “libertação”. Um exemplo disto ocorreu no encontro anarquista Without Borders de 1989 em São Francisco. Não há dúvida que na maior parte das oficinas em que fui, homens tenderam a falar mais do que as mulheres. Mas ninguém estava impedindo as mulheres de falarem, e eu não percebi qualquer falta de respeito sendo mostrada pelas mulheres que falavam. Ainda assim, no microfone público do pátio do prédio onde o encontro estava acontecendo, uma fala foi feita que proclamava que “homens” estavam dominando as discussões e impedindo as “mulheres” de falar. O orador “demandou” (novamente, leia-se “militantemente implorou”) que homens garantissem que estavam dando às mulheres espaço para falar. Em outras palavras, que garantissem os “direitos” aos oprimidos – uma atitude em que, por implicação, aceita o papel do homem como opressor e da mulher como vítima. Realmente aconteceram oficinas em que certos indivíduos dominaram as discussões, mas a pessoa que esta agindo com a força de sua individualidade vai lidar com tal situação pelo imediato confronto enquanto ela ocorre e vai lidar com as pessoas envolvidas como indivíduos. A necessidade de colocar tais situações em um contexto ideológico e de tomar os indivíduos envolvidos como papéis sociais, transformando a real e imediata experiência em categorias abstratas é um sinal que alguém escolheu por ser fraco, e que escolheu por ser uma vítima. Abraçar a fraqueza coloca alguém na absurda posição de ter de implorar a seu opressor para lhe dar a libertação – garantindo que nunca será livre para ser qualquer coisa que não uma vítima.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como em todas as ideologias, as variedades da ideologia da vitimização são formas de falsa consciência. Aceitar o papel social de vítima – em qualquer uma de suas muitas formas – é escolher por nem ao menos criar a própria vida por si mesmo ou explorar as relações reais de alguém com as estruturas sociais. Todos os movimentos de libertação parciais – feminismo, libertação gay, libertação racial, movimentos de trabalhadores e em diante – definem os indivíduos pelos seus papéis sociais. Por causa disso, estes movimentos não só deixam de incluir um reverso de perspectivas que possa quebrar os papéis sociais e permitir aos indivíduos criar uma práxis construída em suas próprias paixões e desejos; eles de fato também trabalham contra tal reversão de perspectiva. A “libertação” de um papel social perante o qual o indivíduo permanece sujeito. A essência dos papéis sociais na rede destas ideologias libertárias é a vitimização. As preces dos males sofridos devem ser cantadas de novo e de novo para garantir que as “vitimas” nunca esqueçam que isso é o que elas são. Estes movimentos de libertação “radicais” ajudam a garantir que o clima de medo nunca desapareça, e que os indivíduos continuem a ver a si próprios fracos e a ver suas forças contando com os papeis sociais que são, de fato, a fonte da própria vitimização. Deste modo, estes movimentos e ideologias atuam para prevenir a possibilidade de potente revolta contra toda autoridade e todos os papéis sociais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A verdadeira revolta nunca é segura. Aqueles que escolhem definir a si mesmos nos termos de seus papéis como vítimas não ousam tentar a revolta total, porque iria ameaçar a segurança de seus papéis. Mas, como Nietzsche disse: “O segredo do grande desfrutar e da grande alegria na existência é viver perigosamente!” Apenas uma rejeição consciente da ideologia da vitimização, uma recusa em viver no medo e na fraqueza, e a aceitação da força das nossas próprias paixões e desejos, de nós mesmos como indivíduos que são maiores que, e tão capazes de viver além, de todos os papéis sociais, pode prover a base de uma total rebelião contra a sociedade. Tal rebelião é certamente alimentada, em parte, pela raiva, mas não a estridente, magoada, frustrada raiva de vítima que motiva feministas, libertários raciais, libertários gays, e semelhantes a “demandarem” seus “direitos” das autoridades. Ao invés é a raiva de nossos desejos desacorrentados, o retorno do reprimido em sua total força e sem disfarces. Mas, mais essencialmente, a revolta total é alimentada por um espírito de jogo livre e de prazer na aventura – por um desejo de explorar cada possibilidade de vida intensa que a sociedade tenta negar a nós. Para todos de nós que querem viver livres e sem amarras, o tempo passou de quando fosse plausível tolerar viver como ratos envergonhados dentro de muros. Cada forma de ideologia de vitimização nos move a viver como ratos envergonhados. Ao invés, vamos ser monstros loucos e gargalhantes, cheios de prazer desmanchando as paredes da sociedade e criando vidas de maravilhas e deslumbramento para nós próprios.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="EN-US"&gt;Primeira publicação em "Anarchy: A Journal Of Desire Armed" Edição #32, Primavera de 1992, e novamente em&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/strong&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;“&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Anarchy” Edição #55 Primavera/Verão de 2003.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Republicado pela '&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Elephant Editions' (Londres) em 2000/2001 na coleção "Feral Revolution".&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Reimpresso no panfleto &lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;"The Iconoclast's Hammer" por 'Venomous Butterfly Publications.'&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-2650026359745768845?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/2650026359745768845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=2650026359745768845&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2650026359745768845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2650026359745768845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2009/06/ideologia-da-vitimizacao.html' title='A Ideologia da Vitimização'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-2947779827880290844</id><published>2007-12-11T03:46:00.000-03:00</published><updated>2007-12-11T03:52:14.380-03:00</updated><title type='text'>O EROTISMO OU A DIALÉTICA DO PRAZER (1)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Raoul Vaneigem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;i&gt;Não existe prazer que não esteja em busca da sua coerência. A sua interrupção, a sua não satisfação provoca um distúrbio semelhante à estase de que fala Reich. Os mecanismos opressivos do poder mantém os seres humanos em um estado de crise permanente. O prazer e a angústia nascidos de uma ausência têm portanto essencialmente uma função social. O erotismo é o desenvolvimento das paixões que se tornam unitárias, um jogo sobre unidade e multiplicidade, sem o qual não existe coerência revolucionária&lt;/i&gt; (“&lt;i&gt;O tédio é sempre contra-revolucionário&lt;/i&gt;” – Internationale Situationniste, nº 3).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;Wilhelm Reich atribuiu a maioria dos comportamentos neuróticos aos distúrbios do orgasmo, àquilo que ele chama de “impotência orgástica”. Segundo ele, a angústia surge da incapacidade de ter um orgasmo completo, surge de uma descarga sexual que não consegue liquidar totalmente toda a excitação mobilizada pela atividade sexual preliminar (carícias, jogos eróticos, sedução...). A teoria reichiana considera que a energia acumulada e não gasta se torna flutuante e se transforma &lt;st1:personname productid="em angústia. A" st="on"&gt;em  angústia. A&lt;/st1:personname&gt; angústia por sua vez impede um orgasmo completo futuro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;Ora, o problema das tensões e da sua liquidação não se coloca apenas no plano da sexualidade, ele caracteriza todas as relações humanas. Mesmo que Reich o tenha pressentido, ele não mostrou de modo suficiente que a crise social atual é também uma crise de tipo orgástico. Se “a fonte de energia da neurose  se encontra na disparidade entre  a acumulação e a descarga de energia sexual”, parece-me que a fonte de energia das nossas neuroses se encontra também na disparidade entre a acumulação e a descarga de energia posta em ação nas relações humanas. O gozo total é ainda possível no momento do amor, mas assim que nos esforçamos em prolongar esse momento, em lhe dar uma extensão social, não se escapa àquilo a que Reich chama de “estase”. O mundo do deficitário e do incompleto é o mundo da crise permamente. Como seria então uma sociedade sem neurose? Seria uma festa permanente, com o prazer como único guia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;“Tudo é feminino naquilo que se ama”, escreveu &lt;st1:personname productid="La Mettrie" st="on"&gt;La Mettrie&lt;/st1:personname&gt; (2). “ O domínio do amor só reconhece como limites os do prazer”. Mas o próprio prazer em geral não reconhece limites. O prazer que não aumenta desaparece. A repetição o mata, ele não se acomoda com o fragmentário. O princípio do prazer é inseparável da totalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;O erotismo é o prazer que procura sua própria coerência. É o movimento das paixões na direção da intercomunicação, da interdependência e da unidade. O problema é recriar na vida social as condições do gozo perfeito no momento do amor. Condições que permitam o jogo com a unidade e a multiplicidade, ou seja, a livre e transparente participação na busca da realização.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Freud define a finalidade de Eros como a unificação ou a busca da união. Mas, quando pretende que o medo de ser separado e expulso do grupo provém da angústia da castração, ele vê de modo invertido. É a angústia da castração que provém do medo de ser excluído, e não o inverso. Essa angústia aumenta à medida que o isolamento dos indivíduos na ilusão comunitária se torna cada vez mais difícil de ignorar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Embora busque unificação, Eros é essencialmente narcisista, apaixonado por si mesmo. Deseja um universo para amar como ama a si próprio. Norman Brown (3) assinala esta contradição em &lt;i&gt;Eros e Thanatos&lt;/i&gt;. Como é que uma orientação narcisista, pergunta ele, poderia conduzir à união com os seres no mundo? Ele responde: “A antinomia abstrata do Ego e do Outro no amor pode ser vencida se regressarmos à realidade concreta do prazer e à definição da sexualidade como essencialmente a atividade prazerosa do corpo, e se considerarmos o amor como a relação entre o ego e as fontes do prazer”. Mas seria ainda necessário acrescentar: a fonte do prazer está menos no corpo que em uma possibilidade de expansão no mundo. A realidade concreta do prazer deve-se à liberdade de unir-se a todos os seres que permitam que a pessoa se una consigo mesma. A realização do prazer passa pelo prazer da realização; o prazer da comunicação, pela comunicação do prazer; a participação no prazer, pelo prazer da participação. É nisso que o narcisismo voltado para o exterior, de que fala Brown, implica uma subversão total das estruturas sociais.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Quanto mais o prazer cresce em intensidade, mais reivindica a totalidade do mundo. É por isso que me agrada saudar como um slogan revolucionário a exortação de Breton: “Amantes, dêem um ao outro cada vez mais um prazer maior!”&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A civilização ocidental é uma civilização do trabalho e, como diz Diógenes (4): “O amor é a ocupação dos preguiçosos”. Com o desaparecimento gradual do trabalho forçado, o amor é chamado a reconquistar o terreno perdido. E isso não deixa de trazer perigo para todas as formas de autoridade. Por ser unitário, o erotismo implica a liberdade da multiplicidade. Não existe melhor propaganda para a liberdade do que a serena liberdade de gozar. É por isso que o prazer é na maior parte do tempo confinado à clandestinidade, o amor, em um quarto, a criatividade, debaixo da escada da cultura, o álcool e a droga, à sombra das leis etc.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A moral da sobrevivência condenou a diversidade dos prazeres e sua unidade-na-multiplicidade em proveito da repetição. Se o prazer-angústia se satisfaz com o repetitivo, o verdadeiro prazer por sua vez só ocorre com a diversidade na unidade. O modelo mais simples é o casal axial. Os dois parceiros vivem as suas experiências numa transparência e numa liberdade tão completas quanto possível. Essa cumplicidade irradiante tem o encanto das relações incestuosas. A multiplicidade das experiências vividas em comum fundamenta entre os parceiros um laço de irmão e irmã. Os grandes amores têm sempre alguma coisa de incestuoso: um fato que sugere que o amor entre irmãos e irmãs é privilegiado a princípio, e deveria ser favorecido. Já é tempo desse velho e ridículo tabu ser quebrado, e um processo de “sororização” ser posto em andamento: ter uma esposa-irmã cujas amigas sejam minhas esposas e minhas irmãs.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;No erotismo, a única perversão é a negação do prazer, é a falsificação do prazer-angústia. Que importa a fonte desde que a água corra? Como os chineses dizem: imóveis um no outro, o prazer nos arrasta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Finalmente a busca do prazer é a melhor garantia do lúdico. Ele salvaguarda a participação autêntica, protegendo-a contra o sacrifício, a coação, a mentira. Os diferentes graus de intensidade do prazer definem o domínio da subjetividade sobre o mundo. Assim, o capricho é o jogo do desejo em estado nascente; o desejo, o jogo da paixão nascente. E o jogo da paixão encontra a coerência na poesia da revolução.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Isso quer dizer que a busca do prazer exclui o desprazer? Não exatamente, mas o desprazer ganha um novo significado. O prazer-angústia não é nem um prazer nem um desprazer, mas um modo de se coçar que irrita ainda mais. O que é então o desprazer autêntico? Um revés no jogo do desejo e da paixão: um desprazer positivo que chama com um grau correspondente de paixão um outro prazer a construir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;1. Parte 5 do capítulo XXIII, “A Tríade Unitária: Realização, Comunicação, Participação”, do livro &lt;i&gt;A Arte de Viver Para as Novas Gerações&lt;/i&gt;, de Raoul Vaneigem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;2. Julien Offray de &lt;st1:personname productid="La Mettrie" st="on"&gt;La Mettrie&lt;/st1:personname&gt; (1709-1751), médico e filósofo francês. (N.T)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;3. Norman O. Brown foi um importante filósofo e pensador norte-americano muito influente no anos 1960 e 1970, por suas idéias libertárias sobre o prazer que, juntamente com as de Herbert Marcuse (com as quais, de certa forma, rivalizava), viriam a  ser fundamentais para a contracultura. Autor de &lt;i&gt;Vida contra a Morte&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;O Corpo e o Amor&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;4. Filósofo cínico que viveu no século IV ª C. em Atenas e Corinto. (N.T)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Fonte: Vaneigem, Raoul. &lt;i&gt;A Arte de Viver Para as Novas Gerações&lt;/i&gt;. São Paulo, Conrad Livros, 2002, pp. 266-269.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-2947779827880290844?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/2947779827880290844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=2947779827880290844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2947779827880290844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2947779827880290844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/12/o-erotismo-ou-dialtica-do-prazer-1.html' title='O EROTISMO OU A DIALÉTICA DO PRAZER (1)'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-8167198456764198343</id><published>2007-07-30T19:20:00.000-03:00</published><updated>2007-07-30T19:23:32.927-03:00</updated><title type='text'>Além do feminismo, além do gênero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A fim de criar uma revolução que possa por fim a todo tipo de dominação, é necessário acabar com as tendências a que todos nós nos vemos submetidos. Isto requer que sejamos conscientes do papel que esta sociedade nos impõe e busquemos seus pontos fracos, com o objetivo de descobrir seus limites e transgredir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sexualidade é uma expressão essencial dos desejos e paixões individuais, da chama que pode inflamar tanto o amor como a revolta. Assim pode ser uma força importante dos desejos de cada um de nós, que pode levantar-nos além da massa, como seres únicos e indomáveis. O gênero por outro lado, é um intermediário construído pela ordem social para inibir a energia sexual, enclaustrá-la e limita-la, direcionando-a a fazer a reprodução desta ordem de dominação e submissão. Desta maneira, o gênero se converte em um impedimento da vontade de decidir livremente como queremos viver e nos relacionar. Não obstante, até agora, ao homem foi concedida maior liberdade de fazer valer sua vontade dentro destes papéis do que a mulher, o que explica de forma bastante razoável porque existem mais anarquistas, revolucionários e gente que atua fora da legalidade que são homens e não mulheres. As mulheres que foram fortes, que tem se rebelado, fizeram isso porque superaram sua feminilidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lamentavelmente o Movimento de Liberação da Mulher (MLM) que ressurgiu nos anos 60, não prosperou no desenvolvimento de uma análise profunda da natureza da dominação em sua totalidade e do papel jogado pelos gêneros em sua reprodução. Um movimento que apareceu diante da necessidade de nos livrar dos papeis de gênero para sermos assim indivíduos completos e auto-suficientes, foi transformado em uma especialização como a maior parte das lutas parciais da época. Garantindo desta maneira a impossibilidade de levar a cabo uma análise global dentro deste contexto.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esta especialização é o feminismo atual, que começou desenvolvendo-se fora do MLM nos finais dos anos 60. Seu objetivo, não era tanto a liberação da mulher como individualidade dos limites impostos pelos papéis atribuídos a seu gênero, como a liberação da "mulher" como categoria social. Junto às correntes políticas principais, este projeto consistiu em obter direitos, reconhecimento e proteção para as mulheres como uma categoria social, reconhecida conforme a legislação. Em teoria, o feminismo radical se moveu para além da legalidade com o objetivo de liberar as mulheres como uma categoria social, da dominação masculina. Dado que a dominação masculina não é explorada suficientemente como parte da dominação total -inclusive pelas anarcofeministas- a retórica do feminismo radical, frequentemente adquire um estilo similar aos de lutas de liberação nacional. Mais apesar das diferenças no método e na teoria, a prática feminista liberal (burguesa, principal) e o feminismo radical frequentemente são coincidentes. Isto não é uma casualidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A especialização do feminismo radical consiste em centrar-se por completo nos sofrimentos da mulher nas mãos de homens. Se a catalogalização fosse alguma vez completada, a especialização não seria durante mais tempo necessária e havia chegado o momento de traduzir-se mais além da lista de ofensas sofridas, até uma vontade real e atual analisar a natureza da opressão da mulher nesta sociedade e levar a cabo ações reais e muito meditadas para acabar com esta opressão. Assim que a manutenção desta especialização requer que as feministas ampliem este catálogo infinito, inclusive até o ponto de dar explicações pelas ações opressivas levadas a cabo por mulheres em postos de poder, como expressões do poder patriarcal, e assim desta maneira liberaria estas mulheres da responsabilidade de suas ações. Qualquer analise séria das completas relações de dominação, como as que existem atualmente, é deixada de lado a favor de uma ideologia na qual o homem domina e a mulher é a vitima da dominação.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas a criação de uma identidade com base na própria opressão, sobre a vitimização sofrida, não proporciona a força ou a independência. No lugar disto, cria uma necessidade de proteção e segurança que eclipsa o desejo de liberdade e independência. No reino do teórico e psicológico, uma abstrata e universa "irmandade feminina" pode encontrar essa necessidade, mas a fim de fornecer uma base para esta irmandade, da "mística feminilidade", a qual foi exposta nos anos 60 como uma construção cultural que apoiava a dominação masculina, é revivida em forma de espiritualidade de mulher, culto a deusa e uma variedade de outras ideologias feministas. A vontade de liberar a mulher como categoria social, alcança sua apoteose na recriação dos papeis do gênero feminino em nome de uma alusiva solidariedade de gênero. O feito de que muitas feministas radicais haviam recorrido a policiais, tribunais e outros programas estatais de proteção de mulheres (imitando assim o feminismo burguês.) só serve para sublinhar a falsa natureza da "irmandade" que proclamam. Apesar de ter havido tentativas de mover-se além destes limites dentro do contexto do feminismo, esta especialização foi sua melhor definição durante três décadas. Na forma em que foi praticado falhou ao apresentar um desafio revolucionário tanto contra o gênero como contra a dominação. O projeto anarquista de liberação global nos chama para nos movermos além destes limites até o ponto de atacar o gênero em si mesmo, com o objetivo de converter-nos em seres completos, definíveis não como um conglomerado de identidades sociais, senão como únicos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e completos indivíduos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É um estereótipo e um erro afirmar que os homens e mulheres têm sofrido iguais opressões dentro de seus papéis de gênero. Os papéis do gênero masculino permitem ao homem uma grande liberdade de ação para afirmação de sua própria vontade. Por isso a liberação da mulher de seus papéis de gênero não consiste em ser mais masculina senão em ir bem mais além de sua feminilidade, assim para os homens a questão não é ser mais feminino senão ir bem mais além de sua masculinidade. A questão é descobrir que o centro da unicidade que está em cada um de nós, vai mais além de todos os papéis de gênero e da forma em que cada um atua, vive e pensa no mundo, tanto no domínio sexual como em todos os outros.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Separar o gênero em função da sexualidade, desde a totalidade de nosso ser, fixando características especificas segundo o gênero ao que se pertence, serve para perpetuar a atual ordem social. Como conseqüência disso, a energia sexual, que poderia ser um extraordinário potencial revolucionário, é canalizada para reprodução das relações de dominação e submissão, de dependência e desespero. A miséria sexual que isto tem produzido e sua exploração comercial está por todos os lados. A chamada inadequada dos povos a "abraçar tanto a masculinidade como a feminilidade" cai em falta de análise sobre estes conceitos, já que ambos são invenções sociais que servem aos propósitos do poder.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim, mudar a natureza dos papeis do gênero, aumentar seu número ou modificar sua forma é inútil sob uma perspectiva revolucionaria, já que isto só serve para ajustar mecanicamente a forma de condutas que canalizam nossa energia sexual. No lugar disto, necessitamos nos reapropriar de nossa energia sexual para reintegrá-la na totalidade de nossos seres a fim de fazer-nos extensos e poderosos como para explorar cada conduto e inundar o terreno da existência com nosso ser indomado. Isto não é uma tarefa terapêutica, senão uma revolta insolente - uma que emane desde nossas forças e nossa recusa a retroceder. Se nosso desejo é destruir toda dominação, então é necessário que nos movamos além de tudo o que nos reprime, além do feminismo e além do gênero, porque aqui é onde encontramos a capacidade de criar nossa indomável individualidade que nos conduzirá contra toda dominação sem vacilação. Se desejarmos destruir a lógica da submissão, este deve ser nosso mínimo objetivo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Willful Disobedience Vol. 2, No. 8.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-8167198456764198343?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/8167198456764198343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=8167198456764198343&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/8167198456764198343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/8167198456764198343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/07/alm-do-feminismo-alm-do-gnero.html' title='Além do feminismo, além do gênero'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-5144924291625057607</id><published>2007-07-11T13:39:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T04:00:05.424-03:00</updated><title type='text'>Sobre a pobreza sexual</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RpUIw7FZM5I/AAAAAAAAAD0/xznPptMehhI/s1600-h/Anarchy+is+for+lovers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RpUIw7FZM5I/AAAAAAAAAD0/xznPptMehhI/s320/Anarchy+is+for+lovers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085980990771901330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma sociedade baseada na concentração de poder e no intercâmbio econômico empobrece cada área da vida, inclusive as mais pessoais. Existe mais ou menos acordo quando se fala da liberação da mulher, da liberação dos homossexuais e inclusive a liberação sexual dentro do âmbito anarquista. Além disso, é fácil encontrar análises sobre a dominação masculina, sobre o patriarcado e o heterossexismo, mas a realidade do empobrecimento sexual parece que foi amplamente ignorada, a respeito da expressão sexual, limitaram às percepções como monogamia, poligamia, poliamor e outros mecanismos similares das relações amorosas. Segundo creio, esta limitação é em si mesma um reflexo de nosso empobrecimento sexual; limita-nos a falar dos mecanismos das relações de maneira que possamos evitar os questionamentos sobre a qualidade dessas mesmas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem vários fatores que influem no empobrecimento sexual que experimentamos nesta sociedade. Se examinarmos suas origens, as instituições do matrimônio, a família e a imposição de algumas estruturas sociais patriarcais são importantes, e o papel que jogou não pode ser ignorado. Mas durante as últimas décadas, pelo menos aqui no chamado Ocidente, a força destas instituições diminuiu consideravelmente. No entanto o empobrecimento sexual não o fez. Talvez tudo ao contrário. Voltou-se mais intenso e o sentimos de uma forma mais desesperada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mesmo processo que permitiu a debilidade e a desintegração gradual da família é que agora sustenta o empobrecimento sexual: o processo de coisificação. A coisificação da sexualidade é evidentemente tão antiga como a prostituição (e quase tão velha como a civilização), mas nas últimas cinco décadas, a publicidade e os meios de comunicação coisificaram a concepção de sexualidade. A publicidade nos oferece um atrativo sexual que influencia nas massas, vinculando a paixão espontânea com desodorantes, sabonetes, perfumes e carros. Através dos filmes e da TV nos mostram imagens sobre a facilidade com a qual alguém pode conseguir gente bonita em sua cama. Evidentemente, é necessário que seja belíssimo e atrativo, e para consegui-lo nos servem desodorantes, perfumes, academia, dietas e produtos para o cabelo. Estamos adestrados para desejar imagens de "beleza" de plástico que são inalcançáveis porque em grande parte são fictícias. Está criação de desejos artificiais e inalcançáveis serve perfeitamente às necessidades do Capital, já que garantem uma continua sensação de insatisfação que pode ser utilizada para manter as pessoas comprando, numa tentativa desesperada de aliviar seus anseios.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A coisificação da sexualidade conduziu um tipo de "liberação" dentro do esquema das relações de mercado. Não somente porque é muito freqüente ver relações sexuais entre pessoas solteiras no cinema, mais porque cada vez mais as relações de homossexualidade, bissexualidade e inclusive algumas outras raras estão ganhando certo nível de aceitação entre a população. Evidentemente, de maneira que sejam úteis as necessidades de mercado. De fato, estas práticas são transformadas em identidades nas quais alguns se ajustam de forma mais ou menos estrita. Desta maneira, se converte em muito mais que uma simples prática de um determinado ato sexual. Assim "estilos de vida" completos estão associados a eles, implicando conformismo,&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;lugares específicos para ir, produtos específicos para se comprar. Neste sentido, os gays, as lesbianas, os bissexuais, o couro e as subculturas desenvolvem suas funções como objetivos de mercado à margem da família tradicional e do contexto geral.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De fato, a coisificação da sexualidade permite que todas as formas de práticas sexuais sejam produtos de venda. No mercado sexual, todo o mundo vende a si mesmo ao mais alto posto enquanto tenta comprar aqueles que lhe atraem ao menor preço.&lt;span style="color:red;"&gt; &lt;/span&gt;Assim, se cria o absurdo jogo de jogar duro para conseguir ou tentar pressionar a outros para manter relações sexuais. E assim se dá a possessividade, que tão frequentemente é desenvolvida nas atuais relações de "amor". Depois de tudo, no regime do mercado, não é possuidor aquele que comprou?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste contexto, o ato sexual tende a tomar-se na mesma medida; uma forma quantificável em consonância com esta coisificação. Dentro de uma sociedade capitalista não deveria surpreender que a "liberação" da franqueza sexual signifique predominantemente uma discursão sobre o mecanismo do sexo. O jogo do ato sexual se reduz não somente ao prazer físico, mas mais especificamente ao orgasmo, e o discurso sexual se centra sobre os mecanismos mais efetivos para ganhar este orgasmo. Não quero ser mal interpretado. Um orgasmo eufórico é algo maravilhoso. Mas centrar o encontro sexual em conseguir um orgasmo, não nos permite sentir o jogo de nos perder no outro, aqui e agora. Mas que ser uma imersão de um no outro, o sexo centrado em alcançar o orgasmo se converte em uma tarefa que aspira a um objetivo futuro, a manipulação de certos organismos para ganhar um fim. Tal e como eu o vejo, isto transforma o sexo em uma atividade basicamente masturbatória - duas pessoas usando uma a outra para conseguir seu fim desejado, trocando (desde de o ponto de vista estritamente econômico) prazer sem dar nada de si mesmo. Nestas ações deliberadas, não existe lugar para a espontaneidade, a paixão sem medida, a entrega nas mãos de outro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este é o contexto social da sexualidade em nossas vidas atuais. Dentro deste contexto existem muitos outros fatores que reforçam o empobrecimento da sexualidade. O capitalismo necessita de movimentos de liberação parcial de todos os tipos, tanto pra a recuperação da revolta como para introduzir a embrutecida lei do mercado em cada vez mais aspectos de nossa vida. Por isso o capitalismo necessita do feminismo, dos movimentos de liberação racial e nacional, da liberação dos gays e também evidentemente da liberação sexual.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas o capitalismo não faz uso de forma imediata de todos os velhos métodos de dominação e exploração, e não faz porque são sistemas lentos e complicados. As lutas de liberação parcial mantêm sua função recuperadora precisamente para continuar exercendo a velha opressão como contrapartida para prevenir, que aqueles envolvidos em lutas de liberação, possam perceber a escassez de sua "liberação" dentro da ordem social atual. De tal maneira se o puritanismo e a opressão sexual tivessem sido realmente erradicados dentro do capitalismo, a escassez dos sexshops mais feministas, conscientes e amigos dos gays seria óbvia.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E assim o puritanismo continua existindo e não só como um vestígio de tempos anteriores, caídos da moda. Isto se manifesta claramente em métodos óbvios, tais como a opressão ainda vigente do matrimônio, (ou pelo menos criar uma identidade como casal) e ter uma família. Mas também se faz manifesto de forma que a maioria das pessoas não percebe, porque nunca consideraram outras possibilidades. A adolescência é a época em que os impulsos sexuais são mais fortes devido às mudanças que se produzem no corpo. Em uma sociedade sã, os adolescentes deveriam ter a oportunidade de explorar seus desejos sem medo ou censura, deveriam fazê-lo de uma forma aberta e aconselhada, se quiserem, pelos adultos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto que os desejos intensos dos adolescentes são claramente reconhecidos (quantas vezes filmes de humor ou programas de TV se baseiam na intensidade destes desejos e na impossibilidade de explorar-los de uma forma livre e aberta) nesta sociedade, não se criam métodos para que esses desejos possam explorar-se livremente, esta sociedade os censura, fazendo uma chamada à abstinência, deixando os adolescentes ignorando seus desejos, limitando-os a masturbação ou aceitando frequentemente ter sexo rápido em situações de muita pressão e ambientes nada confortáveis para evitar assim que lhes peguem. É difícil não estranhar que algum tipo de sexualidade sã houve se desenvolvido sob estas condições.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque o único tipo de "liberação" sexual de utilidade para o Capital é aquela que permite preservar a pobreza sexual, e utilizará todo tipo de ferramentas para a manutenção da repressão sexual sob o engano de uma liberação fictícia. Desde que as velhas justificações religiosas para a repressão sexual deixaram de ser válidas para amplas porções da população, um medo físico pelo sexo atua agora como catalisador na criação de um novo meio para a repressão. Este medo é promovido principalmente por duas frentes. Em primeiro lugar é o meio do depredador sexual. Ataque sexual a jovens, olhar violador e a violação são fatos muito reais. Mas os meios de comunicação exageram a realidade com explicações sensacionalistas e especulações. O manejo destes assuntos por parte das autoridades e os meios de comunicação não têm como objetivo encarregar-se destes problemas, mas seguir promovendo o medo. Na realidade, os casos de violência sexual contra mulheres e crianças (e me refiro especificamente àqueles atos de violência baseados no fato de que as vítimas sejam crianças ou mulheres) são a maioria das vezes, mais freqüentes que os atos de violência sexual. Mas o sexo tem um forte valor social que concede aos atos de violência sexual uma imagem muito sinistra*. E o medo promovido pelos meios de comunicação em relação aos ditos atos reforça uma atitude social generalizada, de que o sexo é perigoso e deve ser reprimido ou pelo menos publicamente controlado.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em segundo lugar, esta o medo às doenças sexualmente transmissíveis e em particular a AIDS. De fato, a princípios dos anos 80 o medo das doenças sexualmente transmissíveis deixou de ser em grande medida um método útil para manter as pessoas afastadas do sexo. A maioria destas doenças podia ser tratada com relativa facilidade, e as pessoas mais inteligentes se deram conta da inutilidade de utilizar preservativos na prevenção da propagação de doenças como gonorréia, sífilis e muitas outras doenças. Nesse momento se descobriu a AIDS. Havia muito que dizer sobre a AIDS, muitas perguntas teriam que ser respondidas, uma grande quantidade de negócios suspeitos (no sentido literal do termo) referentes a este fenômeno, mas a respeito do tema que estamos tratando, de novo o medo ao contágio de doenças sexualmente transmissíveis se dedica para promover a abstinência sexual, ou pelo menos que a sexualidade seja menos espontânea, menos desordenada, e gera assim encontros sexuais mais estéreis.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em meio a tal ambiente de deformação sexual, outros fatos desenvolvem o que parece ser inevitável. Uma tendência a agarrar-nos desesperadamente àqueles com quem temos conectado, ainda que seja uma conexão empobrecida. O medo de estar sozinha, sem amor, nos conduz a nos unir com amantes quando há muito já deixamos de amá-los. Inclusive quando o sexo continua existindo na relação, provavelmente seja mecânico e ritual, e não um momento absoluto de entrega ao outro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E claro, são aqueles que simplesmente sentem que não podem controlar completamente esta tristeza, este meio desamparado de relações artificiais e conduzido pelo medo, e por isso nunca o tentarão. Não é uma falta de desejo que impõe sua "abstinência", senão o desânimo para se vender assim mesma e uma desesperança ante a possibilidade de encontros sexuais reais. Frequentemente estes indivíduos que, no passado, se situaram na linha de busca de encontros eróticos apaixonados, intensos e foram recusados como artigos de inferior quantia. Foram apostados, os outros compraram e venderam. E perderam a esperança de manter a aposta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em qualquer caso, vivemos em uma sociedade que empobrece todo tipo de contato, os sexuais também. A liberação sexual - no sentido real, que é nossa liberação para explorar a plenitude, do abandono erótico carnal no outro - nunca o poderá realizar-se por completo dentro desta sociedade, porque esta sociedade necessita do empobrecimento, dos encontros sexuais coisificados, tanto como necessita que todas as interações sejam coisificadas, medidas, calculadas. Assim que os encontros sexuais livres, como cada encontro livre, só pode existir contra esta sociedade. Mas isto não é um motivo de desesperação (a desesperação depois de tudo, não é mais que o outro lado da esperança), mas sim deve conduzir-nos a uma exploração subversiva. O reino do amor é muito amplo, e existem infinitos caminhos a explorar. A tendência entre os anarquistas (pelo menos nos EUA) de reduzir as questões de liberação sexual ao mecanismo de ditas relações (monogamia, não-monogamia, poliamor, "promiscuidade", etc) deve ir mais além. Na expressão sexual livre têm cabimento tudo isto e muito mais. De fato, a riqueza sexual não tem nada haver com ambos os mecanismos (tanto as relações como os orgasmos) ou com a quantidade (o capitalismo tem provado há muito tempo que seus choros cada vez mais efetivos ainda cheiram a lixo). E sim consiste no reconhecimento de que a satisfação sexual não é exclusivamente uma questão de prazer como tal, senão concretamente de prazer que brota do encontro real e o reconhecimento, a união dos desejos e dos corpos, e a harmonia, o prazer e o êxtase que se obtém dele.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, fica claro que necessitamos perseguir uns encontros sexuais como os que procuramos pra o resto de nossas relações, em total oposição a esta sociedade, não pode ser um dever revolucionário, senão porque é a única maneira possível de ter relações sexuais plenas, ricas e desinibidas na qual o amor deixe de ser uma desesperada dependência mútua e em seu lugar se transforma na exploração extensiva do desconhecido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;*O importantíssimo assunto da filosofia da inocência da infância - uma filosofia que só serve para manter as crianças no lugar que lhe corresponde nesta sociedade - também esta relacionada com isto. Mas requer um artigo em si mesmo, simplesmente para começar a abordar o tema.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Willful Disobedience&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Volume 4, number 3-4, Fall-Winter 2000&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-5144924291625057607?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/5144924291625057607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=5144924291625057607&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/5144924291625057607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/5144924291625057607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/07/sobre-pobreza-sexual.html' title='Sobre a pobreza sexual'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RpUIw7FZM5I/AAAAAAAAAD0/xznPptMehhI/s72-c/Anarchy+is+for+lovers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-7666327286713017879</id><published>2007-06-22T04:17:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T04:00:05.572-03:00</updated><title type='text'>Agora em Salvador... peça aqui o seu!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/Rnt3wjebdeI/AAAAAAAAAB0/DKGzAAvQVnA/s1600-h/ervadaninha2imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/Rnt3wjebdeI/AAAAAAAAAB0/DKGzAAvQVnA/s320/ervadaninha2imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078784680830662114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-7666327286713017879?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/7666327286713017879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=7666327286713017879&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7666327286713017879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7666327286713017879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/06/agora-em-salvador-pea-aqui-o-seu.html' title='Agora em Salvador... peça aqui o seu!'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/Rnt3wjebdeI/AAAAAAAAAB0/DKGzAAvQVnA/s72-c/ervadaninha2imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-7673931106877640617</id><published>2007-05-31T11:30:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T11:42:23.107-03:00</updated><title type='text'>Sobre o anarquismo e outros impedimentos para a anarquia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Atualmente não há a necessidade de produzir novas definições do que é o anarquismo - seria difícil superar aquelas concebidas há muito tempo por vários eminentes estrangeiros já falecidos. Nem necessitamos demorarmos nos familiares anarco-comunismo e anarco-individualismo, nem nos demais, os livros cobrem tudo isso. Mas o problema é que não estamos hoje mais perto da anarquia do que estavam em seu tempo Godwin, Proudhon, Kropotkin e Goldman. Há muitas razões, mas aquelas que merecem maior reflexão são as que os anarquistas mesmo geram, já que estes obstáculos - se há algum – podem ser removidos. É possível, mas não provável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O que considero, segundo meu julgamento, depois de anos de votação e em ocasiões de uma espantosa atividade no meio anarquista, é que os anarquistas são a principal razão - suspeito, uma razão suficiente - pela qual a anarquia permanece como um epíteto sem uma oportunidade de ser realizada. Muitos anarquistas são, francamente, incapazes de viver de uma maneira autônoma e cooperativa. Uma boa parte deles não são muito brilhantes. Eles tendem a ler seus próprios clássicos e a literatura produzida pelo próprio grupo, excluindo um conhecimento mais amplo do mundo em que vive. Essencialmente tímidos, se associam com outros iguais a eles com o conhecimento tácito de que nada medirá as opiniões dos demais nem atuará contra praticamente nenhum estandarte de inteligência crítica; que nenhum de seu, ou seus, ganhos individuais estará muito por cima do nível prevalecente; e, sobretudo, que nada desafia as regras da ideologia anarquista.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;O anarquismo não é em grande medida um desafio à ordem existente, anteriormente é uma forma sobre-especializada de acomodar-se nela. É um modo de vida, ou um anexo de uma, com sua mistura particular de recompensas e sacrifícios. A pobreza é obrigatória, e pela mesma razão se exclui a pergunta sobre se este anarquista pode ser alguém na vida ou um fracassado, apesar da ideologia. A história do anarquismo é uma história incomparável de derrota e martírio, os anarquistas ainda veneram seus antepassados feitos de vítimas, com uma devoção mórbida que levanta a suspeita de que os anarquistas, como todos os demais, pensam que o único anarquista bom é um morto. A revolução – a revolução vencida – é gloriosa, mas pertence aos livros e panfletos. Neste século – a Espanha em 1936 e a França em 1968 são casos sumariamente claros – o arrebatamento revolucionário surpreendeu ao oficial, os anarquistas organizados chegaram tarde e inicialmente não apoiaram as propostas, ou ainda pior. A razão disso não se encontra longe; não é que esses ideólogos foram hipócritas (alguns o eram), mas eles trabalhavam em uma rotina diária de militância anarquista, alguns deles esperavam inconscientemente suportar indefinidamente, já que a revolução não era imaginável realmente no aqui e agora, por isso eles reagiram com medo e em atitude defensiva quando os eventos se distanciaram de sua retórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Em outras palavras, se lhes permite escolher entre anarquismo e anarquia a maioria dos anarquistas irão optar pela ideologia do anarquismo e sua subcultura ao ter que dar um perigoso salto ao desconhecido, dentro de um mundo de liberdade estatal. Mas desde que os anarquistas são as únicas críticas confessas do estado como tal, estes populares temerosos da liberdade deveriam assumir, inevitavelmente e de maneira proeminente, ou ao menos publicitária, seus lugares em qualquer insurgência que fosse genuinamente antiestatal. Eles são seguidores, encontraram os líderes de uma revolução que ameaçará seus status estabelecidos não menos do que podem fazer os políticos e os proprietários. Os anarquistas podem sabotar a revolução, conscientemente ou de outra maneira, que sem eles poderiam ter abolido o estado, repetindo sem pausa aos antigos debates entre Marx e Bakunin.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;De fato, os anarquistas que assumiram esse nome não tem feito nada para mudar o estado, não com escritos cheios de verborréia ilegível, e sim com o exemplo contagioso de outra maneira de se relacionar com as demais pessoas. Quando os anarquistas conduzem as questões do anarquismo são a melhor refutação das pretensões anarquistas. Na realidade, as duas “federações” de trabalhadores mais organizadas da atualidade na América do Norte têm entrado em colapso por tédio e amargura, e uma coisa boa também, porque a estrutura social informal do anarquismo, que o atravessa, é ainda hierárquica. Os anarquistas se submetem placidamente ao que Bakunin chamou de “governo invisível”, que no caso consiste nos editores (de fato se não no nome) de um maço das maiores e mais duradouras publicações anarquistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Estas publicações, apesar das diferenças ideológicas aparentemente profundas, de antemão seus leitores têm posições similares de “papai sabe o que é bom” assim como um acordo de cavaleiros para não permitir ataques entre eles que exporiam as inconsistências e por outra parte minaria o interesse da classe comum na hegemonia da gente comum anarquista. Por incrível que pareça, você pode criticar facilmente ao Fifth Estate e o Kick It Over em suas próprias páginas nas quais criticam, digamos, a Processed Wolrd[*]. Cada organização tem mais em comum com qualquer outra do que têm com qualquer desorganizado. A crítica anarquista do estado, se só os anarquistas as entendem, é sem dúvida um caso especial de crítica contra a organização. E inclusive a certo nível as organizações anarquistas se dão conta disso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Os anti-anarquistas podem concluir que se não há hierarquia e coerção, a deixem sair em público, mostrando claramente como é. Ao contrário dessas autoridades (os direitistas “libertários”, os minarquistas, por exemplo) eu persisto obstinadamente em minha oposição ao estado. Mas não porque, como os anarquistas reflexivamente declaram, o estado não seja “necessário”; as pessoas comuns desacreditam essa verdade anarquista e a consideram absurda, como devem fazê-lo. Obviamente, em uma sociedade industrializada como a nossa, o Estado é necessário. O ponto é que o Estado criou as condições nas quais é de fato necessário, desapossando os indivíduos de seu poder, de se associarem voluntariamente no dia a dia. De maneira mais fundamental, as bases do Estado (trabalho, moralismo, tecnologia industrial, organizações hierárquicas) não são necessárias senão como antíteses para a satisfação de nosso desejo e necessidades reais. Desafortunadamente, a maioria das tendências do anarquismo apóia essas premissas, mas opondo-se a sua conclusão lógica: o Estado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Se não houvesse anarquistas o Estado teria que inventá-los. Sabemos que em muitas ocasiões ocorreu exatamente isso. Necessitamos de anarquistas sem as travas do anarquismo. Então, e só então, podemos começar a obter um fomento sério da anarquia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Bob Black&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div  style="border-style: none none solid; padding: 0cm 0cm 1pt;color:-moz-use-text-color -moz-use-text-color windowtext;"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="border: medium none ; padding: 0cm;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;NOTAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;[*] Nome de diferentes revistas anarquistas dos Estados Unidos, as primeiras de tendência primitivista, no entanto a segunda tem um caráter mais anarcosindicalista. (Nota do “tradutor”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-7673931106877640617?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/7673931106877640617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=7673931106877640617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7673931106877640617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7673931106877640617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/05/sobre-o-anarquismo-e-outros.html' title='Sobre o anarquismo e outros impedimentos para a anarquia'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-7644929452282445065</id><published>2007-04-19T23:49:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T13:38:41.253-03:00</updated><title type='text'>Teses sobre o anarquismo após o pós-modernismo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;1. Anarquismo, n.1. A doutrina que diz que a sociedade estatal é possível e desejável. Obsoleto. 2. Regra feita pelos anarquistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;2. Anarquismo, compreendido corretamente, não tem o que fazer com padrões e valores em um sentido moral. Moralidade implica na idéia de que o Estado foi feito para a sociedade: uma limitação alienante na liberdade, e uma inversão de fins e meios. Para anarquistas, os padrões e os valores são melhores compreendidos - isto é, são os mais úteis - como aproximações, atalhos, conveniências. Podem sumariar alguma sabedoria prática ganhada pela experiência social. Então novamente, podem ser os servidores das ordens da autoridade, ou formulação útil que, em outras circunstâncias, já não servem a finalidade do anarquista, ou alguma finalidade boa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;3. Falar de padrões e de valores do anarquista, então, não é necessariamente sem sentido - mas envolve riscos, riscos freqüentemente deixados de lado. Em uma sociedade saturada pela cristandade e suas tradições seculares, o risco é que o tradicional uso absolutista destas palavras moralistas impregnará a maneira de como os anarquistas as usam. Você tem padrões e valores ou eles têm você? É geralmente melhor (mas, naturalmente, não necessariamente ou absolutamente melhor) para os anarquistas que evitem o vocabulário traiçoeiro do moralismo e apenas digam diretamente o que querem, porque o querem, e porque querem que todos queiram. Ou seja, pôr as cartas sobre a mesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;4. Como padrões e valores, os "ismos" anarquistas, velhos e novos, são considerados melhor como recursos, não requisitos. Eles existem para nós, não nós para eles. Não importa se eu, por exemplo, possa ter encontrado mais coisas no situacionismo do que no sindicalismo, visto que um outro anarquista encontrou mais coisas no feminismo ou no marxismo ou no Islã. Onde nós já visitamos e mesmo de onde viemos é menos importante do que onde nós estamos e onde, se em qualquer lugar, nós estamos indo - ou se nós estivermos indo ao mesmo lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;5. O “tipo &lt;st1:metricconverter productid="1”" st="on"&gt;1”&lt;/st1:metricconverter&gt; se refere ao anarco-esquerdismo. O “tipo &lt;st1:metricconverter productid="2”" st="on"&gt;2”&lt;/st1:metricconverter&gt; se refere ao anarco-capitalismo. O “tipo &lt;st1:metricconverter productid="3”" st="on"&gt;3”&lt;/st1:metricconverter&gt; se refere ao meta-típica. O anarquista “tipo &lt;st1:metricconverter productid="3”" st="on"&gt;3”&lt;/st1:metricconverter&gt; rejeita categoricamente a categorização. Sua “existência precede sua essência” (Sartre). Para ele, nada é necessariamente necessário, e tudo é possivelmente possível. Pensa que o imediatismo é demasiado longo. “Ela voa nas asas estranhas” (Shocking Blue). A esposa de Winston Churchill queixou-se uma vez sobre sua bebedeira. Churchill respondeu que tinha dado mais foras no álcool do que o álcool tinha dado nele. O anarquista “tipo &lt;st1:metricconverter productid="3”" st="on"&gt;3”&lt;/st1:metricconverter&gt; dá mais foras no anarquismo do que o anarquismo nele. E tenta abandonar mais a vida do que a vida abandonar ele. Uma amável, pensativa e auto-afirmativa orientação predatória tem mais aplicações práticas que a ingenuidade e a imaginação do “tipo &lt;st1:metricconverter productid="3”" st="on"&gt;3”&lt;/st1:metricconverter&gt; lhe sugerem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;6. Primeiramente, a rejeição dos princípios da aplicação universal tem aplicações universais. Na prática, todo indivíduo tem suas limitações, e a força das circunstâncias varia. Não há nenhuma fórmula para o sucesso, nem mesmo o reconhecimento de que não há nenhuma fórmula para o sucesso. Mas a razão e a experiência identificam determinadas áreas de previsível futilidade. É fácil e aconselhável, por exemplo, os anarquistas se absterem da política eleitoral. É preferível, mas freqüentemente não é possível, se abster do trabalho, embora seja geralmente possível se engajar em alguma resistência anti-trabalho sem correr riscos. Crime, mercado negro, e sonegação de impostos são alternativas muitas vezes mais reais, ou então se junte à participação no sistema do estado-sancionado. Todos têm que avaliar suas próprias circunstâncias com a cabeça aberta. Faça o melhor que puder e tente não ser pego. Os anarquistas já têm mártires demais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;7. O anarquismo está em transição, e muitos anarquistas estão experimentando a ansiedade. É muito fácil advogar a mudança do mundo. A conversa é fiada. Não é fácil você mudar a pequena parcela que tem contato. As diferenças entre as tendências anarquistas tradicionais são irrelevantes porque as tendências anarquistas tradicionais são elas mesmas irrelevantes. (Para as finalidades atuais vamos negligenciar o “tipo &lt;st1:metricconverter productid="2”" st="on"&gt;2”&lt;/st1:metricconverter&gt;, anarquistas do livre-mercado que parecem não ter nenhuma presença visível, exceto nos Estados Unidos, e mesmo lá têm pouco diálogo, e menos influência que o resto de nós.) A rede mundial, irreversível, e o longo-declínio da esquerda precipitou a crise atual entre os anarquistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;8. Os anarquistas estão tendo uma crise da identidade. São ainda, ou somente, a asa esquerda da asa esquerda? Ou são algo mais, ou mesmo alguma coisa? Os anarquistas sempre fizeram muito mais para o repouso da esquerda do que o repouso da esquerda fez para eles. Todo a dívida do anarquista à esquerda foi há muito paga completamente. Agora, finalmente, os anarquistas estão livres para serem eles mesmos. Mas a liberdade é uma briga, prospecto incerto, visto que as velhas manias, os clichês e os rituais esquerdistas, são tão confortáveis quanto um par de sapatos velhos (sapatos de madeira inclusive). O melhor é que, desde que a esquerda já não representa qualquer tipo da ameaça, os anarco-esquerdistas não estão em perigo quanto a repressão do estado quando recordam e reativam seus antepassados, glórias míticas. Isso é aproximadamente tão revolucionário quanto um fumante acabado, e o estado tolera ambos pela mesma razão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;9. Quão anárquico é o mundo, então? Por um lado, muito anárquico; por outro, de modo algum. É muito anárquico no sentido que, como Kropotkin argumentou, a sociedade humana, a própria vida humana, sempre depende muito mais da ação cooperativa voluntária do que de qualquer coisa às ordens do estado. Sob um severo regime estadista - a antiga União Soviética ou a cidade de Nova Iorque nos dias atuais - reger a si próprio depende de violações difusas de suas leis para permanecer no poder e manter a vida. Por outro lado, o mundo não é em todo anarquista, porque não existe população humana, qualquer que seja o lugar, que não é sujeita a algum grau de controle pelo estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;A guerra é demasiado importante para ser perdida pelos generais, e a anarquia é demasiado importante para ser perdida pelos anarquistas. Cada tática é válida, por qualquer um que tenha inclinação a fazê-la, embora erros provados - tais como votar, proibir livros (especialmente os meus), violência gratuita, e aliar-se com a esquerda autoritária - são melhor evitados. Se os anarquistas não aprenderam como revolucionar o mundo, esperançosamente aprenderam algumas maneiras de como não fazê-lo. Isto não é bastante, mas é alguma coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;10. Falar de prioridades é uma melhoria no discurso dos padrões e dos valores, como a palavra incendiada com os excedentes moralistas. Mas, outra vez, você tem prioridades, ou as prioridades têm você?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;11. O auto-sacrifício é contra-revolucionário. Qualquer um capaz de se sacrificar por uma causa é capaz de sacrificar qualquer outra pessoa por esta mesma causa. Conseqüentemente, a solidariedade onde exista auto-sacrifício é impossível. Você não pode confiar em um altruísta. Você nunca sabe quando ele pode cometer algum ato desastroso de benevolência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;12. “A luta contra a opressão” - que frase fina! Uma lona de circo grande o bastante para cobrir cada causa esquerdista, palhaçada de qualquer forma, e o menos relevante é a revolução da vida cotidiana, o melhor. Mumia livre! Independência para Timor Leste! Medicamentos para Cuba! Não às minas terrestres! Não aos livros sujos! Viva Chiapas! Salve as baleias! Nelson Mandela livre! – sem demora, já fizeram, agora são uma cabeça do estado, e irá a vida de todo anarquista ser sempre a mesma? Todos são bem-vindos sob o grandioso, com uma condição: que ele refreie toda e qualquer crítica de todos os outros. Você assina minha petição e eu assinarei o seu…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Mantendo a imagem pública de uma luta comum contra a opressão, os esquerdistas escondem, não somente sua fragmentação real, incoerência e fraqueza, mas – paradoxalmente - o que realmente compartilha: aquiescência nos elementos essenciais do estado/sociedade de classes. Aqueles que são satisfeitos com a ilusão de comunidade são relutantes em arriscar perder suas satisfações modestas, e talvez mais, indo para as coisas reais. Todas as democracias industrializadas avançadas toleram uma oposição leal esquerdista, que é cumprida desde que os tolere.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;por Bob Black&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-7644929452282445065?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/7644929452282445065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=7644929452282445065&amp;isPopup=true' title='44 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7644929452282445065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/7644929452282445065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/04/teses-no-anarquismo-aps-o-ps-modernismo.html' title='Teses sobre o anarquismo após o pós-modernismo'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>44</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-2118098820442086174</id><published>2007-04-04T12:44:00.000-03:00</published><updated>2007-04-04T12:48:23.746-03:00</updated><title type='text'>Instruções para uma insurreição</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Se parecer um tanto absurdo os discursos sobre revolução, isto é obviamente porque o movimento revolucionário organizado há muito tempo tem desaparecido dos países modernos onde as possibilidades de uma transformação social decisiva têm se concentrado. Mas todas as alternativas são ainda mais absurdas, desde que impliquem na aceitação da ordem existente como a única possível. Se a palavra “revolucionário” foi neutralizada ao ponto de ser usada em anúncios para descrever a rápida mudança em uma produção sempre em mudança, isto é porque as possibilidades de uma mudança central desejável já não são expressadas em todos os lugares. Hoje os projetos revolucionários foram acusados diante do tribunal da história - acusados de terem falhado, de terem simplesmente arquitetado uma nova forma da alienação. Isto nos leva a reconhecer que a sociedade estatal provou ser capaz de se defender, em todos os níveis da realidade, muito melhor do que os revolucionários esperavam. Não que isso tenha se tornado mais tolerável. O ponto é simplesmente que a revolução tem que ser reinventada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Isto expõe um número de problemas que terão que ser teorizados e praticamente superados em poucos anos. Nós podemos momentaneamente mencionar alguns pontos que são urgentes entender e resolver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Das tendências reagrupadas que apareceram nos últimos anos entre várias minorias do movimento de trabalhadores na Europa, somente a corrente mais radical vale a pena preservar: que são centrados no programa do conselho dos trabalhadores. Não nos deve ser estranho o fato de que um número de elementos confucionistas estão procurando se insinuar neste debate (veja o acordo recente entre jornais fiilósofo-sociológicos de esquerda de diferentes países).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A grande dificuldade confrontada por grupos que procuram criar um novo tipo de organização social é estabelecer novas formas de relações humanas dentro dessa organização. As forças da sociedade exercem uma pressão unipresente contra tal esforço. Mas a menos que isto seja realizado, pelos métodos a serem experimentados ainda, nós nunca escaparemos da política especializada. A demanda pela participação de todos degenera frequentemente em um mero ideal abstrato, quando de fato é uma absoluta necessidade prática para uma organização realmente nova e para o projeto de uma sociedade igualmente nova. Mesmo se os militantes forem meros capachos que realizam as decisões tomadas pelos mestres da organização, eles ainda arriscam ser reduzidos ao papel dos espectadores daqueles que são mais qualificados na política especializada; e desta maneira a relação passiva do mundo velho é reproduzida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A criatividade e a participação das pessoas podem somente ser despertadas por um projeto coletivo concernido explicitamente com todos os aspectos da experiência vivida. A única maneira de “desperta as massas” é expor o contraste entre as construções potenciais da vida e a pobreza atual da vida. Sem uma crítica da vida cotidiana, uma organização revolucionária é um milieu separado, tão convencional quanto a voz passiva, como aqueles acampamentos de férias que são o terreno especializado do lazer moderno. Sociólogos, como Henri Raymond em seu estudo de Palinuro, mostraram como em tais lugares o mecanismo espetacular recreia, no nível do jogo, as relações dominantes da sociedade como um todo. Mas então eles vão a naïvely elogiar a “multiplicidade de contatos humanos“, por exemplo, sem ver que o mero aumento quantitativo destes contatos os deixa apenas tão insípidos e inautênticos, como são em toda parte. Mesmo no mais revolucionário e anti-hierárquico grupo revolucionário, a comunicação entre as pessoas não está, de maneira alguma, garantida por um programa político compartilhado. Os sociólogos naturalmente dão suporte a esforços pra reformar a vida cotidiana, para organizar a compensação para isto no tempo das férias. Mas o projeto revolucionário não pode aceitar a noção tradicional do jogo, de um jogo limitado no espaço, no tempo e na profundidade qualitativa. O jogo revolucionário - a criação da vida - é oposto a todas as memórias de jogos passados. Fornecer uma ruptura rápida dessa forma de vida vem durando muitas semanas de trabalho - uma levante como a Revolução Francesa, que se apresenta no guise de Roma republicana, ou como os revolucionários de hoje que se definem principalmente como “bom Bolchevique" ou algum outro estilo do papel militante. A revolução da vida cotidiana não pode extrair sua poesia do passado, mas somente do futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A experiência do lazer vazio produzido pelo capitalismo moderno forneceu uma correção crítica à noção Marxiana da extensão do tempo de lazer: está agora claro que a liberdade plena do tempo requer primeiramente de todos uma transformação do trabalho e a apropriação deste trabalho, visando os objetivos, e sob circunstâncias, isso é totalmente diferente do trabalho forçado que prevaleceu até agora. Mas aqueles que puseram todo o estresse sobre a necessidade da mudança do próprio trabalho, de racionalizar isso e de pessoas interessadas nisso, e não der atenção ao livre conteúdo da vida, corre o risco de fornecer uma cobertura ideológica para uma harmonização do sistema de produção atual, no sentido da eficiência e da maior profitabilidade, sem questionar a experiência desta produção ou a necessidade deste modo da vida. A construção livre do espaço-tempo da vida individual é uma demanda que tem que ser defendida contra todos os sonhos de harmonia na mente de chefes aspirando à reorganização social.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Os diferentes momentos da atividade situacionista até agora somente serão compreendidos na perspectiva de uma reformulação da revolução, uma revolução que será social, como também cultural, cujo campo de ação será correto desde o começo e que seja mais abragente do que alguns de seus esforços precedentes. A IS não quer recrutar discípulos, mas juntar pessoas capazes de aplicar-se a esta tarefa nos anos que virão, por todos os meios e sem se preocupar com regras de conduta. Isto significa que nós devemos rejeitar não somente os vestígios da atividade artística especializada, mas também aqueles da política especializada; e particularmente o pós-Cristão masoquista, característica de muitos intelectuais nesta área. Nós não reivindicamos desenvolver todo um novo programa revolucionário feito por nós mesmos. Nós dizemos que este programa, no processo de formação, um dia praticamente oporá a realidade, e nós participaremos dessa oposição. O que quer que aconteça conosco individualmente, o novo movimento revolucionário não será formado sem trazer consigo o que nós procuramos juntos; qual poderia ser resumido como a passagem da velha e limitada teoria revolucionária a uma teoria da revolução permanente e generalizada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;INTERNACIONAL SITUACIONISTA 1961&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Escrito po Ken Knabb&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;(ligeiramente modificado da versão intitulada “Instructions for Taking Up Arms” da Situationist International Anthology)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-2118098820442086174?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/2118098820442086174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=2118098820442086174&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2118098820442086174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/2118098820442086174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/04/instrues-para-uma-insurreio.html' title='Instruções para uma insurreição'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-4155816241417922700</id><published>2007-03-21T23:25:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T04:00:05.781-03:00</updated><title type='text'>MOVE: crenças e práticas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RgHpXx7h0yI/AAAAAAAAABo/Odp6HoeHM24/s1600-h/black_008.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RgHpXx7h0yI/AAAAAAAAABo/Odp6HoeHM24/s320/black_008.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044569652380947234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O coletivo MOVE é uma família de revolucionári@s, fortes, responsáveis e profundamente comprometid@s. MOVE foi fundado por um negro sábio, perceptivo e com um pensamento estrategicamente orientado. Ele era John Africa. Os princípios de nossas crenças são explicados em uma compilação de escritos que chamamos "The Guideline", escritos por John Africa. Para lembrar nosso fundador querido e fazer reconhecer sua sabedoria e força que nos tem doado, dizemos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;VIDA LONGA A JOHN AFRICA!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nossa religião - A Vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;John Africa nos ensinou que a vida é prioridade, mas tão ou mais importante quanto a vida é a força que nos mantém viv@s. Todas as formas de vida provém de uma só força, a Deusa Mãe natureza. Cada vida individual depende das outras formas de vida e são de igual importância humanos, cachorros, pássaros, peixes, árvores, formigas, ervas, rios, o vento ou a chuva. Para se manter sã e forte, a vida tem que ter acesso a uma aura limpa, a água clara e alimentos puros, se é privada dessas coisas a vida passará para o próximo nível, ou como diz o sistema: "morrer".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Lei Natural&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Cremos na lei natural. As leis feitas por humanos não são realmente leis, por que não se aplicam igualmente a todos e contém refúgios e escapatórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;As leis feitas por humanos são continuamente emendadas, ou advogadas: a lei natural não muda e sempre tem sido igual. As leis humanas necessitam de xerifes, policiais, exército, cortes para reforçá-las e advogados para explicá-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A lei real se explica por si mesma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nas florestas não tocadas pelo homem, nos oceanos e nos desertos não tem cortes ou cárceres. Os animais e as plantas não as necessitam. Nenhum ser vivo tem que consultar nenhuma legislação para saber se tem que tossir, espirrar ou urinar. A lei natural diz que quando uma coisa se aproxima demais de seu olho você vai piscar, seja cachorro ou juiz da corte suprema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Autodefesa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Todos os seres humanos instintivamente se auto-defendem. É um direito dado pelo deus de todas as vidas. Se um homem entra na toca de um urso ele viola e ameaça o espaço de segurança do urso. O urso defenderá sua casa instintivamente lutando contra o homem tentando eliminá-lo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O bom e o mal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O fato de que algo é permitido segundo as leis do sistema, não faz desse ato um ato bom. A escravidão foi legal, matar os nativos americanos e roubar sua terra também foi feito legalmente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;John Africa nos ensinou que o bom se aplica igualmente a todos. Se algo é bom é bom para todas as formas de vida, sem distinção de classe ou espécie.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O sistema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Não cremos nesse sistema de mundo reformado. O governo, os militares, a indústria e os grandes negócios, historicamente vêm quebrando o curso natural da vida apenas por dinheiro. Estes governantes são os que movem os fios. Eles não se importam que assassinem, escravizem, mutilem, envenenem ou adoeçam pelo seu afã de consegui dinheiro. Têm feito da riqueza material uma prioridade sobre a vida. As “maravilhas” da ciência e os “avanços” da tecnologia vêm todos da ganância do sistema por ganhar dinheiro, mas para uma pessoa que lhe falte ar ou se afoga não lhe fazem falta diamantes, ouro ou montes de dinheiro. A pessoa fará todo o possível para respirar porque o ar é uma necessidade e o dinheiro nesses momentos carece de valor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Durante o último século a indústria violou a terra, roubando quantidades incontáveis de minerais, roubou milhões de galões de petróleo do solo e escravizou milhões de pessoas para produzir carros, caminhões, aviões e trens para poluir mais o ar. E a causa dos milhares de milhões de dólares possíveis de realizar em benefícios, o sistema favorecerá o transporte artificial, no lugar de potencializar o exercício físico. As grandes companhias e as indústrias são os responsáveis pela produção e venda massiva de cigarros, álcool e drogas, que são utilizados para roubar ainda mais benefícios das pessoas, enquanto por outro lado, se viciam e adoecem. Os políticos estão em suas funções para legalizar, endossar e proteger a indústria e os grandes negócios. Por isso não cremos de forma alguma nos políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O trabalho do MOVE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O trabalho do MOVE é a revolução. A revolução de John Africa, uma revolução rumo a suspensão da imposição do sistema do homem sobre a vida, para parar a indústria envenenadora do ar, da água e da terra e para acabar com todas as formas de escravidão. Nosso trabalho é o de mostrar as pessoas de como está podre esse sistema, e que o sistema é a causa da situação dos sem-teto, sem-emprego, do uso de drogas e álcool, do racismo, dos abusos domésticos, AIDS, crime, guerra e todos os problemas do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Trabalhamos para demonstrar que as pessoas podem lutar contra o sistema, que devem lutar contra esse sistema, se querem livrar-se de sofrimentos e da opressão sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Ser um@ revolucionári@&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A revolução começa com o indivíduo. Começa com uma pessoa que se compromete a fazer o que é bom.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Não se pode fazer de alguém um revolucionári@ fazendo-@ cantar slogans ou manejando escopetas. Para entender a revolução tem que estar são. A revolução não a de se impor a alguém.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;A revolução queima dentro do corpo. Uma pessoa pode falar de revolução, mas se veneram dinheiro, se se envolvem com drogas ou agridem a seu cônjuge, obviamente não se comprometeu a fazer o que é bom. A revolução não é uma filosofia, é uma atividade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Perseguição&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Somos uma organização profundamente religiosa, sabemos que o sistema político atual está ressentido pelo nosso exemplo limpo e justo e querem nos impedir de expor sua corrupção ainda que não tenha que matar por isso. Da mesma maneira que Jesus estivera categorizado por ser um radical e perseguido até a morte pelos políticos de então.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nossa mensagem é para eles que têm o poder e porque nos avassalam continuamente. O esperamos e estamos preparados para isto,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A duração da luta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Não medimos nosso sucesso, em referência ao calendário, já que o que fazemos é bom, a única maneira das coisas acabarem é de forma boa, sem fazer caso do tempo. Não estamos ansiosos ou impacientes e não vamos transigir com nossos compromissos para conseguir resultados rápidos e temporários. Não esperamos necessariamente uma mudança dramática durante nossas vidas ou durante a vida de nossos filhos, sabemos que séculos de degeneração e imposição tardarão séculos em retificar, porém o vento deve começar a mudar algum dia. John Africa começou esse processo através do coletivo MOVE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Líderes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nossa organização foi criada por John Africa, mas ele não é nosso líder. John Africa nos transmitiu sua sabedoria, sua força e a compreensão de nós mesmos. Utilizando a estratégia de John Africa sabemos que não podemos perder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Viver como uma família revolucionária&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Tod@s @s membr@s comprometid@s ao MOVE adotam o sobrenome “Africa”, em lembrança e homenagem a nosso fundador John Africa, e também para mostrar que somos uma família e um corpo unificado que se move em uma mesma direção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Temos membros brancos, negros, porto-riquenhos que provem de famílias de classes sociais diferentes, uns com cultura de rua e outros com cultura de universidade. Não fazemos caso da instituição legal do matrimônio, nos aderimos à lei natural que requer um macho e uma fêmea para se reproduzir. Somos monogâmicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;John Africa nos ensinou que o parto é uma função natural e instintiva de uma mãe e que para se levar a cabo não são necessários drogas ou hospitais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Noss@s filh@s&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Amamos muito noss@s filh@s, @s protegemos e cuidamos porque podem tornar-se mais sãos e fortes que nós mem@s. Somos uma grande família e cada adulto ajuda as crianças. Nunca os castigamos com golpes ou abusos físicos. Se fazem algo mal, toda a família participa em mostrar a boa direção e ensinar o que é correto. Não @s levamos à escola onde o sistema lhes lava o cérebro e doutrina. Estamos sempre em volta de nossos filhos e eles sempre em volta da gente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Aparência&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nosso cabelo cresce livremente de maneira natural, sem pentear ou cortar. Já que não favorecemos a indústria química nem os cosméticos “desejáveis” do sistema, passamos bastante tempo cuidando de nós mesm@s, com nosso ambiente limpo e arrumado. Nos vestimos funcionalmente, com roupas que não interfira em nossa vida ativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Nossa alimentação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A alimentação que John Africa propôs, consistia em comer alimentos frescos e em seu estado cru. Sempre guardamos muitos alimentos crus e sãos ao alcance de nossas mãos e comemos quando temos fome e não nas horas artificiais impostas pelas normas. Prestamos bastante atenção para que nada ao nosso redor sofra de fome, porque sabemos que a comida é um pré-requisito da vida. Reconhecemos que alguns de nós foram educados sobre este tema e fazendo o trabalho que fazemos pode nos por sobre muita pressão quando algum membro sofre a opressão do sistema. Então pode ser comum nos ver comendo comida cozida, mas nunca verá um membro comprometido do MOVE fumando, tomando drogas ou álcool. As centenas de quilômetros que o sistema tem posto entre nós e vários de nossos irmãos dentro de distantes prisões, também nos tem feito utilizar carros para nos mantermos juntos e em contato regular.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Esperamos que algum dia possamos viver da nossa maneira, sem a necessidade de tecnologia contaminadora do ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Cuidar da vida&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Para nos manter sãos e fortes fazemos muitos exercícios físicos. Limpar com a mão o solo, varrer as calçadas ou levar os cachorros pra passear são tarefas diárias. Manter as centenas de quilos de comida que conservamos no estoque é também muito trabalhoso, temos grãos para os pássaros, nozes para os esquilos, carne crua para os cachorros e gatos e verduras e frutas para as pessoas. Amamos todas as formas de vida. É tremendamente desconcertante pra nós ver alguém que maltrata um animal, golpeando um cachorro, atirando pedras nos pássaros e esquilos ou outras imposições similares de vidas inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O nome MOVE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;A palavra MOVE não é nenhum adjetivo. Quer dizer exatamente isso MOVE: mover, trabalhar, engendrar, estar ativo. Uma coisa que não se move está morta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O movimento é o princípio da vida e como a crença principal do MOVE é a vida, nosso fundador John Africa pôs o nome MOVE.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Normalmente quando nos saudamos nos dizemos “On the MOVE!” (Em movimento).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;“O final é o poder da verdade”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;John Africa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-4155816241417922700?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/4155816241417922700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=4155816241417922700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/4155816241417922700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/4155816241417922700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/03/move-crenas-e-prticas.html' title='MOVE: crenças e práticas'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RgHpXx7h0yI/AAAAAAAAABo/Odp6HoeHM24/s72-c/black_008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-1397681993091869924</id><published>2007-03-08T13:33:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T04:00:06.024-03:00</updated><title type='text'>LONGA VIDA A JOHN AFRICA !!!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RfA74WUgcpI/AAAAAAAAABY/DFqZNUUyOOs/s1600-h/move.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RfA74WUgcpI/AAAAAAAAABY/DFqZNUUyOOs/s320/move.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039593822277890706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para: Todas as pessoas interessadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De: MOVE Organization.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On the MOVE! A organização MOVE é uma organização revolucionária onde os membros vem de várias nacionalidades e origens. A organização MOVE foi fundada no começo dos anos 70 por um homem preto chamado John Africa. Ao contrário dos "líderes" da maioria dos grupos que as pessoas conhecem, John Africa viveu conosco e viveu como um de nós, não acima de nós ou diferente de nós. John Africa nos deu o exemplo. Ele não nos pedia para fazer qualquer coisa que ele mesmo poderia fazer. John Africa não foi nenhum impostor, sua sinceridade é obvia através de seu exemplo consistente e esta é a sinceridade de John Africa, um consistente exemplo de amor, lealdade, retidão, que faz com que as pessoas do MOVE amem-o tanto e tenham tanta lealdade aos seus ensinamentos, e as crenças que nos foram dadas por John Africa. Todas as pessoas do MOVE tomaram o último nome por Africa em reverência e respeito pelo nosso fundador, John Africa, e também para demonstrar que somos unidos, uma família. Contrariamente ao que a imprensa costuma dizer, o MOVE não é um culto ou uma comunidade. Nós somos uma família de revolucionários que vive junta como uma família. As pessoas do MOVE são encorajadas a se comprometerem ao princípio do casamento,e cada membro do MOVE tem um companheiro(a) quando casado(a). O nome MOVE não é uma sigla, ele significa exatamente o que diz ---- mover -- produzir --- ser ativo. Significa se mover contra este sistema podre e corrupto que é a raiz de nossos problemas. John Africa ensina ao MOVE a acreditar na vida e proteger toda a vida. Nós trabalhamos para manter a água livre de venenos, o ar livre de poluição, o solo livre de lixo tóxico, os animais livres de exploração e as pessoas livres de qualquer tipo de escravidão. Este trabalho tem nos colocado em confronto direto com um sistema que só se preocupa com o dinheiro e status e não dá a mínima para a vida. Nós sabemos que este sistema não pode existir sem exploração, escravidão, opressão da vida e dos seres vivos. Através da estratégia de Jonh Africa, as pessoas do MOVE expõem, confrontam e trabalham para eliminar a traição daqueles que estão na autoridade; este trabalho nos tornou inimigos deste sistema e fez com autoridades declarassem guerra contra o MOVE. Os confrontos de 8 de Agosto de 1978 e 13 de Maio de 1985 confirmam isso.Toda a bobagem a respeito de nosso estilo de vida natural, profanação ou queixa de vizinhos não é nada mais do que uma cortina de fumaça para as intenções diabólicas deste sistema que intenta exterminar e calar permanentemente a org. MOVE e seus corretos protestos e por meio disso fazer com que paremos de expor isto. As assim chamadas palavras profanas nunca mataram ninguém; mas os policiais, guerras, bombas e envenenamentos ambientais deste sistema matam incontáveis criaturas todos os dias,sem que ninguém seja responsabilizado ---- isto é profanação. Bombardeando e incendiando bebês e adultos inocentes vivos, sem nenhuma repercussão é o cúmulo da profanação. Os que estão no poder não dão a mínima para as pessoas pretas(ou brancas) queixando-se sobre vizinhos ou qualquer outra coisa, e vivendo próximas da terra, proximidade da natureza não pode ser provada ser errada de jeito algum por pessoa alguma. Oque isto prova é que nenhuma das desculpas oferecidas por este sistema como uma ineficaz forma de tentar justificar a guerra travada contra a org.MOVE faz qualquer senso. Este sistema tem usado tudo que eles podem na tentativa de tirar o crédito e destruir a John Africa e sua org.MOVE, particularmente a imprensa. A imprensa tem sido uma ferramenta voluntária do sistema,ansiosamente esperando por uma oportunidade para pintar uma figura distorcida do MOVE e suas crenças, com a esperança de que as pessoas irão pensar que somos maníacos e merecemos ser exterminados.Nosso irmão Mumia Abu-Jamal,foi o único jornalista que relatou honestamente e consistentemente o que o sistema estava e continua fazendo com o MOVE. Mumia continua a relatar o que este sistema está fazendo com o MOVE e com outras incontáveis vítimas deste sistema traidor, e ele faz isto do "Corredor da Morte". A posição de Mumia contra a conduta das autoridades culminaram no fato de que ele foi encarceirado e senetenciado à pena de morte por um crime que ele não cometeu. Mumia está sendo vítima das muitas traições que ele expõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* The MOVE Organization ---- P.O.Box 19709 ---- Philadelfia, PA 19143 ---- Phone:610 499 0979 * www.moveorg.net ---- www.mumia.org *&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-1397681993091869924?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/1397681993091869924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=1397681993091869924&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/1397681993091869924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/1397681993091869924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/03/longa-vida-john-africa.html' title='LONGA VIDA A JOHN AFRICA !!!'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ffHOc4jakDY/RfA74WUgcpI/AAAAAAAAABY/DFqZNUUyOOs/s72-c/move.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-3171373013760620932</id><published>2007-03-06T13:55:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T14:25:12.946-03:00</updated><title type='text'>O dever da palavra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Falar, é antes de tudo deter o poder de falar. Ou mais ainda o exercício do poder assegura o domínio da palavra: só os senhores podem falar. Com respeito aos sujeitos: impostos ao silêncio do respeito, da veneração e do terror. Palavra e poder mantém relação de tal natureza que o desejo de uma se realiza na conquista do outro. Príncipe, déspota ou chefe de Estado, o homem de poder é sempre não só o homem que fala, e sim a única fonte da palavra legítima: palavra empobrecida, pobre, mas rica em eficiência, pois se chama "ordem" e deseja a obediência do executor. Extremos inertes por si mesmos, poder e palavra não subsistem um sem o outro, cada um deles é substância do outro, poder e palavra se estabelecem no ato mesmo de seu encontro. Toda tomada de poder é também uma ganância de palavra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Todo ele concerne em primeiro lugar nas sociedades fundadas na divisão: amos/escravos; senhores/sujeitos; dirigentes/cidadãos, etc. A marca primordial dessa divisão, seu lugar privilegiado de desenvolvimento, é o feito massivo, irredutível, quiçá irreversível, de um poder separado da sociedade, se exerce sobre ela e, se for necessário, contra ela. O que aqui tem sido designado é o conjunto das sociedades com Estado, desde os despotismos mais arcaicos até os Estados totalitários mais modernos, passando pelas sociedades democráticas nas que o aparato do Estado, se bem liberal, não guarda menos em si o senhor afastado da violência legitimada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Vizinhança, boa vizinhança da palavra e do poder: aqui que soa claro aos nossos ouvidos há muito tempo acostumados à escuta daquela palavra. Agora não se pode desconhecer esse ensinamento decisivo da etnologia: o mundo selvagem das tribos, o universo das sociedades primitivas ou ainda – e é o mesmo – das sociedades sem Estado, oferece estranhamente a nossa reflexão essa aliança já revelada, mas para as sociedades com Estado, entre o poder e a palavra. Sobre a tribo reina seu chefe e este igualmente reina sobre as palavras da tribo. Em outros meios, e particularmente nos casos das sociedades primitivas americanas, o indígena, o chefe – o homem de poder – detém também o monopólio da palavra. Não é necessário perguntar a estes selvagens: “Quem é seu chefe?”, mas sim: “Quem entre vocês é o que fala?” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Senhor das palavras: numerosas tribos nomeiam assim seus chefes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não se pode, pois pensar o um, mas sim a outra, o poder e a palavra, posto que seu vínculo, claramente metahistórico, não é menos indissolúvel nas sociedades primitivas que nas formações estatais. Contudo seria pouco rigoroso limitar a uma determinação estrutural desta relação. Em efeito, o corte radical que divide às sociedades, reais ou possíveis, segundo sejam estatais ou não, este corte não deixaria indiferente o modo de enlace entre poder e palavra. Como se opera isso nas sociedades sem Estado? O exemplo das tribos indígenas nos ensina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Neles se revela uma diferença, às vezes a mais aparente e a mais profunda, na conjugação da palavra e do poder. Essa diferença radica em que se nas sociedades com Estado, a palavra é o direito do poder, nas sociedades sem Estado, pelo contrário, a palavra é o dever do poder. Ou melhor, pra falar de outra forma, as sociedades indígenas não reconhecem a seu chefe o direito à palavra pelo fato de ser seu chefe: Exige do homem destinado a ser seu chefe que prove seu domínio sobre as palavras. Falar é para o chefe uma obrigação imperativa, a tribo quer ouvi-lo: um chefe silencioso já não é um chefe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E que não se preste a equívocos. Não se trata aqui do prazer, tão vivo em muitos selvagens, para os belos discursos, pelo talento oratório, pelo afã de falar. Não se trata aqui de questões de estética, e sim de política. Na obrigação de que o chefe seja homem de palavra se adverte, em efeito, toda a filosofia política da sociedade primitiva. Ali se desenvolve o verdadeiro espaço que ocupa o poder, espaço que não é o que poderia acreditar. E é a natureza deste discurso cuja repetição a tribo vê-la cuidadosamente, é a natureza dessa palavra guia que nos indica o lugar real do poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Que disse o chefe? O que é uma palavra de chefe? É, em primeiro lugar, um ato ritualizado. Quase sempre o líder se dirige ao grupo cotidianamente, à aurora ou ao crepúsculo. Estendido em sua rede ou sentado ao redor do fogo, ele pronuncia com voz forte o discurso esperado. E sua voz, por certo, necessita de potência para se fazer ouvir. Nada de recolhimento, nada de silêncio enquanto falar o chefe, cada um segue tranqüilamente, em suas ocupações como se não se tratasse de nada. A palavra do chefe não é dita para ser escutada. Paradoxo: nada presta atenção ao discurso do chefe. O melhor finge desatenção. Se o chefe como tal deve submeter-se a obrigação de falar, as pessoas às quais se dirige, em contrapartida deverão parecer não ouvi-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E, em essência estes não perdem, se é possível dizer, nada. Por quê? Porque literalmente, o chefe não disse nada. Seu discurso consiste essencialmente em uma celebração, numerosas vezes repetidas, das normas de vida tradicional: "Nossos antepassados se sentiram bem por viver como viviam. Sigamos seu exemplo e deste modo levaremos juntos uma existência tranqüila". Hei aqui mais ou menos a que se reduz um discurso de chefe. Compreendemos assim que não é algo inquietante para aqueles a quem vai dirigir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Que quer dizer falar neste caso? Por que o chefe da tribo deve falar para não dizer nada? A que demanda da sociedade primitiva responde está palavra vazia que emana do lugar aparente do poder? Vazio, pois o discurso do chefe não é um discurso de poder: o chefe está separado da palavra porque está separado do poder. Na sociedade primitiva, na sociedade sem Estado, o poder não se encontra do lado do chefe: do qual resulta que sua palavra não pode ser palavra de poder, de autoridade, de ordem. Uma ordem: é o que o chefe não saberia dar, hei aqui o tipo de plenitude rejeitada a sua palavra. Aquele chefe bastante louco pra sonhar, não tanto com o abuso de poder que não possui, sim com o uso mesmo do poder: a um chefe que quer ser chefe se o abandona: a sociedade primitiva é o lugar do rechaço de um poder separado, posto que ela mesma, e não o chefe, é o lugar real do poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A sociedade primitiva sabe, por natureza, que a violência é a essência do poder. Nesse saber radica o cuidado constante por manter separados um de outro o poder e a instituição, o mando e o chefe. E é o caminho mesmo da palavra quem assegura a demarcação e traça a linha de divisão. Instruindo ao chefe a mover-se só no elemento da palavra, é dizer, no extremo oposto à violência, a tribo se assegura que todas as coisas permaneçam em seu lugar, que o eixo do poder se reparta no corpo exclusivo da sociedade e que nenhum deslocamento de força venha a alterar a ordem social. O dever da palavra do chefe, esse fluxo constante de palavra vazia que deve à tribo, é sua dívida infinita, a garantia que proíbe ao homem de palavra chegar a ser homem de poder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pierre Clastres&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;___________&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;(*) Clastres, Pierre (1974), &lt;st1:personname productid="La Société Contre" st="on"&gt;La Société Contre&lt;/st1:personname&gt; L'Etat, Les Éditions de Minuit, Paris, Capítulo 7&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Estudo aparecido inicialmente na Nouvelle Revue de Psychanalyse, 8, Outono 1973&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-3171373013760620932?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/3171373013760620932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=3171373013760620932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/3171373013760620932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/3171373013760620932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/03/o-dever-da-palavra.html' title='O dever da palavra'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-1917898218119784195</id><published>2007-02-22T10:36:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T14:23:51.438-03:00</updated><title type='text'>"A vitória pertencerá aos que tiverem sabido provocar a desordem sem a amar."</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Uma nova força humana, que o &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; existente não poderá reprimir, cresce a cada dia com o irresistível desenvolvimento técnico e com a insatisfação de sua utilização possível em nossa vida social privada de sentido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;A alienação e a opressão na sociedade não podem ser mantidas em nenhuma de suas variantes, mas sim, apenas rejeitadas em bloco com essa mesma sociedade. Todo progresso verdadeiro fica evidentemente suspenso até que a multiforme crise atual encontre uma solução revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Quais seriam as perspectivas de organização da vida numa sociedade que, de maneira autêntica, "reorganizasse" a produção sobre a base de uma associação livre e igualitária de produtores? A automatização da produção e a socialização dos bens vitais reduzirão cada vez mais o trabalho como necessidade exterior e proporcionarão, finalmente, plena liberdade ao indivíduo. Desse modo, liberto de toda responsabilidade econômica, de todas as suas dívidas e culpas com relação ao passado e ao seu próximo, o homem terá à sua disposição uma nova mais-valia incalculável em dinheiro, pois essa mais-valia não pode ser reduzida à medida do trabalho assalariado: o valor do jogo, da vida livremente construída. O exercício dessa criação lúdica é a garantia da liberdade de cada um e de todos no âmbito da única igualdade garantida com a não-exploração do homem pelo homem. A libertação do jogo é a sua autonomia criativa, &lt;i&gt;que supera a velha divisão entre o trabalho imposto e o ócio passivo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;A Igreja queimou, em outras épocas, supostos bruxos para reprimir as tendências lúdicas primitivas conservadas nas festas populares. Na sociedade dominante de hoje, que produz em massa desconsolados pseudo-jogos de não-participação, uma atividade artística verdadeira é forçosamente classificada no campo da criminalidade. É semiclandestina. Aparece sob a forma de escândalo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;O que é isso, na verdade, a não ser a situação? Trata-se da realização de um jogo superior, mais exatamente, da provocação para jogar esse jogo que constitui a presença humana. Os jogadores revolucionários de todos os países podem unir-se à I.S. a fim de começar a sair da pré-história da vida cotidiana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;A partir de agora, propomos uma organização autônoma dos produtores da nova cultura, independente das organizações políticas e sindicais existentes no presente momento, pois nós negamos a capacidade de se organizar outra coisa a não ser o acondicionamento do existente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;O objetivo mais urgente que estabelecemos para uma primeira campanha pública dessa organização quando ela sair de sua fase experimental inicial é a tomada da UNESCO. A burocratização unificada, em escala mundial, da arte e de toda a cultura é um fenômeno novo, que expressa o profundo parentesco entre os sistemas sociais coexistentes no mundo, que se baseiam na conservação eclética e na reprodução do passado. A resposta dos artistas revolucionários a essas novas condições deve ser um novo tipo de ação. Como a existência mesma dessa concentração direcionada da cultura, localizada num único edifício, favorece a sua confiscação por meio de um &lt;i&gt;putsch&lt;/i&gt;; e como a instituição carece completamente de possibilidades de um uso que tenha sentido fora de nossa perspectiva subversiva, sentimo-nos justificados, diante dos nossos contemporâneos, para nos apoderarmos de um tal aparato. E o faremos. Estamos decididos a nos apoderar da UNESCO, ainda que seja por pouco tempo, já que estamos seguros de nela realizar, rapidamente, uma obra que permanecerá como a mais significativa, pelo fato de esclarecer um longo período de reivindicações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Quais deverão ser principais características da nova cultura, principalmente em comparação com a arte antiga?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Contra o espetáculo, a cultura situacionista realizada introduz a participação total.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Contra a arte conservada, é uma organização do momento vivido diretamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Contra a arte fragmentária, será uma prática global que conterá, de uma só vez, todos os elementos utilizados. Tenderá naturalmente para uma produção coletiva e, sem dúvida, anônima (na medida em que, &lt;i&gt;ao não armazenar as obras como mercadorias,&lt;/i&gt; dita cultura não estará dominada pela necessidade de deixar marcas). Suas experiências se propõem, no mínimo, a realizar uma revolução do comportamento e um urbanismo unitário dinâmico, susceptível de se estender para todo o planeta; e de se propagar, em seguida, para todos os planetas habitáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Contra a arte unilateral, a cultura situacionista será uma arte do diálogo, da interação. Os artistas - como toda a cultura visível - chegaram a estar completamente separados da sociedade, assim como estão separados entre si pela concorrência. Porém, inclusive antes que o capitalismo ingressasse nesse pântano, a arte era essencialmente unilateral, sem resposta. Essa era encerrada em seu primitivismo será superada graças a uma comunicação completa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Até que todo o mundo chegue a ser artista num plano superior, isto é, inseparavelmente produtor-consumidor de uma criação cultural total, assistiremos à dissolução rápida do critério linear de novidade. Quando todo o mundo for situacionista, por assim dizer, assistiremos a uma inflação multidimensional de tendências, de experiências, de "escolas" radicalmente diferentes, &lt;i&gt;e isso não mais sucessivamente, mas sim, simultaneamente.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Inauguramos agora o que será, historicamente, o último dos ofícios. O papel de situacionista, de leigo-profissional, de anti-especialista, é, no entanto, uma especialização até o momento de abundância econômica e mental em que todo o mundo chegará a ser "artista", num sentido que os artistas não alcançaram: a construção de sua própria vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Aos que não nos comprenderam bem... dizemo-lhes com um irredutível desprezo: os situacionistas, de quem vocês acreditam ser juízes, os julgarão mais cedo ou mais tarde. Nós os esperamos na &lt;i&gt;mudança de sentido &lt;/i&gt;que é a inevitável liquidação do mundo da escassez em todas as suas formas. São esses os nossos objetivos, e serão os futuros objetivos da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;17 de maio de 1960&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;*Manifesto publicado na Internacional Situacionista 4, (1960).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-1917898218119784195?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/1917898218119784195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=1917898218119784195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/1917898218119784195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/1917898218119784195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/02/vitria-pertencer-aos-que-tiverem-sabido.html' title='&quot;A vitória pertencerá aos que tiverem sabido provocar a desordem sem a amar.&quot;'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-117095829168332338</id><published>2007-02-08T15:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T14:22:17.449-03:00</updated><title type='text'>Nada é verdadeiro, tudo é permitido!</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Na Magia do Caos, crenças não são vistas como fins em si, mas como ferramentas para criar os efeitos desejados. Entender isto completamente é encarar uma terrível liberdade na qual nada é verdadeiro e tudo é permitido, que é o mesmo que dizer que tudo é possível, que não há certezas, e que as conseqüências podem ser desastrosas. A gargalhada parece ser a única defesa contra a compreensão de que não se possui sequer um Eu real.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O objetivo dos rituais do Caos é criar crenças agindo como se elas fossem verdadeiras. Nos Rituais do Caos você finge até sentir, para obter o poder que uma crença pode prover. Em seguida, se fores sensato, você rirá delas e buscará as crenças necessárias para qualquer coisa que queira fazer depois, à medida em que é movido pelo Caos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim, o Caoísmo proclama a morte e o renascimento dos deuses. Nossa criatividade subconsciente e nossos poderes parapsicológicos são mais que adequados para criar ou destruir qualquer deus ou Eu ou demônio ou qualquer outra entidade espiritual na qual possamos acreditar ou desacreditar, pelo menos, para nós mesmos e, às vezes, também para os outros. Os resultados freqüentemente aterradores alcançados pela criação de deuses através do ato de comportar-se ritualisticamente como se eles existissem não deverá conduzir o mago Caótico no abismo de atribuir realidade definitiva a qualquer coisa. Este é o engano transcendentalista, que leva a um estreitamento do espectro do Eu. O verdadeiro terror reside no leque de coisas que podemos descobrir que somos capazes de fazer, mesmo se tivermos que temporariamente acreditar que os efeitos se devem a algo externo para que possamos criá-los. Os deuses estão mortos. Longa vida aos deuses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A Magia apela aos que têm muito orgulho e uma imaginação fértil, somadas a uma forte suspeita de que ambas, a realidade e a condição humana, possuem as características de um tipo de jogo. O jogo possui final aberto, e joga a si mesmo por diversão. Os jogadores podem criar suas próprias regras até certo ponto, e, se desejado, trapacear usando parapsicologia. O tipo de magia apresentado aqui, consiste em uma série de técnicas que atuam como extensões extremas das estratégias normais que são possíveis dentro do jogo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um mago é alguém que vendeu sua alma pela chance de participar mais inteiramente da realidade. Apenas quando nada é verdadeiro e a idéia de um Eu verdadeiro é abandonada, tudo se torna permitido. Existe alguma exatidão no mito de Fausto, mas ele falhou ao levá-lo à sua conclusão lógica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Precisa-se apenas da aceitação de uma simples crença para que alguém se torne um mago. Esta é a metacrença de que a crença é uma ferramenta para obter efeitos. Este efeito é geralmente muito mais fácil de observar nos outros do que em nós mesmos. É comumente muito fácil ver como outras pessoas e, até mesmo outras culturas, são mais ou menos capazes, de acordo com as crenças que possuem. Crenças tendem a levar a atividades que tendem a reconfirmá-las, num círculo normalmente chamado de virtuoso, ao invés de vicioso, mesmo quando os resultados não são agradáveis. O primeiro estágio de ver através do jogo pode ser uma iluminação chocante, que leva a um cinismo tedioso, ou ao Budismo. O segundo estágio de real aplicação do insight em si mesmo pode destruir a ilusão da alma e criar um mago. A compreensão de que crença é uma ferramenta, ao invés de um fim em si, tem imensas conseqüências se aceita por completo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Dentro dos limites impostos pela possibilidades físicas, e estes limites são muito mais vastos e maleáveis do que a maioria das pessoas imagina, pode-se fazer reais quaisquer crenças escolhidas, incluindo crenças contraditórias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O mago não é aquele que busca por uma identidade particular e limitada, mas aquele que deseja a meta-identidade que o torna capaz de ser qualquer coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim, seja bem-vindo ao Kali Yuga do pandaemonaeon, onde nada é verdadeiro e tudo é permissível. Nestes dias de pós-absolutismo, é melhor construir sobre areia movediça que em pedra, que lhe confundirá no dia em que vier a rachar. Os filósofos têm se tornado não mais do que proprietários de sarcasmos úteis, pois foi revelado o segredo de que não há segredo no universo. Tudo é Caos, e a evolução não está indo a nenhum lugar em particular. É o puro acaso que comanda o universo, e assim, e apenas assim, a vida é boa. Nascemos acidentalmente em um mundo aleatório, onde apenas causas aparentes levam a efeitos aparentes, e muito pouco é pré-determinado, graças ao Caos. Como tudo é arbitrário e acidental, talvez estas palavras sejam muito simplórias e pejorativas; ao invés disso seria melhor dizer que a vida, o universo e todo o resto são espontaneamente criativos e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mágicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Deleitando-se com a realidade estocástica, podemos nos regalar exclusivamente com as definições mágicas da existência. As estradas do excesso podem ainda levar ao palácio de sabedoria e muitas coisas indeterminadas podem acontecer no caminho do equilíbrio termodinâmico. É inútil buscar chão sólido onde pisar. A solidez é uma ilusão, como o pé que a pisa, e o Eu que pensa possuí-los é a mais transparente de todas as ilusões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;As pesadas embarcações da fé estão furadas e afundando juntamente com todos os botes salva-vidas e suas jangadas engenhosas. Então você vai fazer compras no supermercado de crenças ou no supermercado de sensações e permite que suas preferências de consumo definam seu eu verdadeiro? Ou você, em um estilo corajoso e alegre, roubaria ambos apenas por diversão? Pois a crença é uma ferramenta para obter qualquer coisa que se considere importante ou prazerosa, e a sensação não tem nenhum outro propósito além da sensação. Assim, ajude-se a obtê-las sem pagar o preço. Sacrifique a verdade pela liberdade, em cada chance que tiver. O maior divertimento, liberdade e realização estão em não ser você mesmo. Há pouco mérito em simplesmente ser quem quer que você seja por um obra congênita acidental e circunstancial. Inferno é a condição de não ter alternativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Rejeite então as obscenidades da uniformidade planejada, da ordem e do propósito. Vire-se e encare as ondas das marés do Caos, das quais os filósofos têm fugido apavorados por milênios. Pule para dentro e saia surfando em sua crista, exibindo-se em meio à estranheza sem limites e o mistério em todas as coisas, rejeitando falsas certezas. Graças ao Caos isso nunca terminará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Crie, destrua, divirta-se, &lt;b style=""&gt;IO CAOS!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;por &lt;b style=""&gt;Peter J. Carroll&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:100%;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-117095829168332338?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/117095829168332338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=117095829168332338&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/117095829168332338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/117095829168332338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2007/02/nada-verdadeiro-tudo-permitido.html' title='Nada é verdadeiro, tudo é permitido!'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-115681044528712980</id><published>2006-08-28T21:06:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T14:20:58.484-03:00</updated><title type='text'>Quem tem medo do vegetarianismo?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Assim como tudo que existe na sociedade atual, o veganismo/vegetarianismo está sendo recuperado pela perspectiva capitalista de transformar tudo em mercadoria.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto muitos se alegram com o crescente aparecimento de alimentos e alternativas de consumo “vegans” e “ecologicamente corretas”, acreditamos que seja mais que imprescindível resgatar o caráter revolucionário deste conceito que, para nós, se mostrou como uma forte crítica ao modo de produção mercantilista e à vida cotidiana, trazendo, por que não dizer, o caráter holístico da liberação animal. O que já foi uma ponte para levarmos a uma radicalização da proposta anti-capitalista torna-se cada vez mais um caminho para a recuperação do projeto de reificação de todos os aspectos da vida, aqui em especial a rejeição em causar sofrimentos aos animais. Ao contrário da outrora postura negativa em relação à opressão (animal e humana), passamos a uma afirmação positiva da aquisição de produtos “livres de crueldades”, levando assim mais uma vez à fetichização dos aspectos que se propunham, de maneira radical, a uma transformação real das condições a qual nos relacionamos com os animais não-humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabemos que, antes de tudo, o veganismo/vegetarianismo propõe um novo modo de relações entre os seres e entre estes e a natureza. Portanto, torna-se para nós contraditória a manutenção desse sistema baseado na dominação, exploração e apropriação das vidas. O fetiche mecanicista e metafísico que leva a acreditar que o consumo verde é uma alternativa política e ética detém o verdadeiro poderio ideológico do explorador, e cair nessa lógica é um mal que acometeu os indivíduos que se apegaram ao consumo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sobre a questão do vegetarianismo, cremos que seja necessário fazermos mais algumas observações devido ao crescimento do mesmo em nossa localidade, também conhecida como cidade de Salvador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É de conhecimento amplo que existem vários motivos que levam alguém a torna-se vegetariano, então, de antemão, avisamos que as palavras abaixo e acima escritas são endereçadas, mas não somente, às pessoas que o são por questões políticas e/ou éticas, usando aqui uma separação inexistente entre ética e política.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tivemos há pouco tempo contato com vários grupos que desenvolvem, aqui em Salvador, atividades relacionadas ao “Direito dos Animais”. Apesar de nem todos serem necessariamente adeptos ou defensores do vegetarianismo, são portadores de uma simpatia pelo assunto, fazendo com que nos aproximássemos e que ocorressem algumas atividades com nossa participação. A necessidade de estar desenvolvendo uma luta mais ativa, de maneira organizada, pela liberação animal é o motivo desta carta aberta que estamos lhes enviando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nós, da CÉLULA ZERO, já decidimos estreitar o contato com estes e outros grupos, além de estarmos desenvolvendo outras atividades, mas acreditamos que seja de extrema importância uma maior articulação, já aqui propondo a criação de uma rede de grupos e indivíduos, para que em casos como o recente rodeio que aconteceu na Exporural estejamos preparados para uma ação efetiva. Com isso convocamos para uma conversa todas as pessoas que, vegans ou vegetarianas, queiram não apenas manter uma alimentação “livre de crueldades”, mas entendem o quanto se faz urgente ações que coloquem em discussão, assim como revertam a lógica deles, do domínio do homem sobre os animais não-humanos. Aos que acreditam ser inexistente essa crescente, e para nós incontestável, necessidade de ação sintam-se a vontade para continuarem com seu crescente consumo de alimentos “livres de crueldades” vendidos pelas empresas do capitalismo verde, sem aspas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;Reunião dia 05 de Setembro de 2006 (Terça-feira), às 19 horas na Biblioteca Central dos Barris.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Não é possível manter-se neutro em um trem em movimento”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;CELULA ZERO – Derrubando a Babilônia, pela libertação da terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-115681044528712980?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/115681044528712980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=115681044528712980&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/115681044528712980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/115681044528712980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2006/08/quem-tem-medo-do-vegetarianismo.html' title='Quem tem medo do vegetarianismo?'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-115566247858900663</id><published>2006-08-15T14:16:00.000-03:00</published><updated>2007-03-08T14:19:27.867-03:00</updated><title type='text'>Juntar os fragmentos!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Não é incomum surgir questionamentos acerca da revolução no cotidiano, da quebra dos padrões e da fuga de um sistema mercantil ao qual estamos inseridos. No decorrer da história revoltas proletárias que pareciam fadadas ao sucesso fracassaram por não conseguir, ou não ter, posto em prática a superação não só dos meios de opressão mais também das ferramentas que a tornavam ativas, bem como uma supressão definitiva de um sistema espetacular e sua invariável impossibilidade de qualquer retorno. A crítica do mundo moderno deve ter como objetivo a totalidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A revolução da vida cotidiana se encontra frente a frente com as imensas tarefas que ela deve cumprir. A revolução, tal como a vida que ela anuncia, deve ser reinventada. Se o projeto revolucionário permanece fundamentalmente o mesmo - a abolição da sociedade de classes - é porque, em nenhum lugar, as condições na qual ele é formado foram radicalmente transformadas. Trata-se de retomá-lo com um radicalismo e uma coerência fortalecidos por uma experiência da falência de seus antigos portadores, a fim de evitar que sua realização fragmentária acarrete uma nova divisão da sociedade.&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A luta entre o poder e o novo proletariado só podendo acontecer na totalidade, o futuro movimento revolucionário deve abolir, em seu seio, tudo aquilo que tende a reproduzir os produtos alienados do sistema mercantil. Ele deve ser, simultaneamente, a crítica viva e a negação desse sistema, e é essa negação que traz em si todos os elementos possíveis da ultrapassagem. (...) Uma organização dessas deve priorizar a crítica radical de tudo aquilo que fundamenta a sociedade que ela combate, a saber: a produção mercantil, a ideologia sobre todas as suas máscaras,  o Estado e as separações que ele impõe." &lt;/span&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Tendo como idéia de que devemos antes de qualquer confronto preparar o terreno, torna-se válida a formação de coletivos ativos que transformem em prática toda a crítica discutida e fundamentada. É difícil sobreviver sobre o dogma fragmentário da separação das sensações e dos desejos. Aproveitar as situações e fazer com que elas aconteçam é fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Um bom método consiste em usar a arma do inimigo contra o próprio inimigo, tomar e transformar as armas dele para combatê-lo. O que torna a subversão possível é o fato das coisas se desvalorizarem, perderem todo o seu sentido original e poderem tomar um sentido novo, diferente e vivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Contra a &lt;i&gt;mass media&lt;/i&gt; podemos invadir as ruas durante a madrugada e modificar o sentido das frases nos &lt;i&gt;outdoors &lt;/i&gt;(ou simplesmente destruí-los), encher os postes e muros de &lt;i&gt;sticks &lt;/i&gt;subversivos, pichações e grafites criativos que despertem o potencial questionador da sociedade. Difundir o ideal libertário e invadir as mentes dos transeuntes desses labirintos de pedra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Podemos ao máximo tentar se distanciar do mercado de consumo se negando a comprar coisas descartáveis e supérfluas, evitando ao máximo a ação mantenedora do maquinário capitalista: o consumo. Esse mal que assola nossos dias está por findar. Então nos levantaremos em um movimento que nega todas as suas supostas formas de felicidade. Não precisamos dessas máquinas! Não precisamos desses valores! Não precisamos de uma civilização megalomaníaca! Queremos nossa autonomia de volta!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Faça do garimpo urbano uma mania saudável. Descubra quantas coisas legais, e de graça, é possível encontrar - de divertimentos a coisas materiais. Devemos reutilizar o que for possível, porque comprar algo novo se o "velho" da conta da tarefa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Matar a moral burguesa e tudo que ela impõe, bem como as suas ideologias discriminatórias e preconceituosas que já prejudicaram milhões de pessoas ao longo da história. Se o casamento mantém o conceito de núcleo familiar e administra a força patriarcal na sociedade, não nos casaremos. Se o amor é tomado no mundo moderno como algo irreal e manipulado, transformaremos em algo livre e sincero, sem dogmas que nos impeçam de sentir o seu real sentido subversivo. Se o pudor for a regra dessa sociedade casta dominada pela conduta eclesiástica de pureza, morreremos gozando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Viver a poesia que apenas contemplávamos. A crítica radical e a criatividade edificante servem de conduta contra o fantasma alienador da sociedade. Que a arte seja de fato as nossas próprias vidas e que a poesia seja feita para todos viverem. Viver sem tempo morto e deixar a vida fruir devem ser as regras do jogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&gt;&gt;&gt;Célula Zero&lt;&lt;&lt;_&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;*Escrito em Novembro de 1966 por Mustapha Khayati sobre o título de &lt;i&gt;A miséria do meio estudantil - considerada em seus aspectos econômico, político, psicológico, sexual e, mais particularmente, intelectual, e sobre alguns meios para remediá-la&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                                                                      &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-115566247858900663?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/115566247858900663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=115566247858900663&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/115566247858900663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/115566247858900663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2006/08/juntar-os-fragmentos.html' title='Juntar os fragmentos!'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29022775.post-114904811440317911</id><published>2006-05-31T00:44:00.000-03:00</published><updated>2006-05-31T01:01:54.410-03:00</updated><title type='text'>"Somos um grupo de revolucionários que vivem juntos como uma família."</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1145/2682/1600/Gaia.0.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1145/2682/320/Gaia.0.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;CÉLULA,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;unidade mínima de um organismo, capaz de atuar de maneira autônoma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;ZERO,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;unidade maxima de ligação com o leviatã, necessária para libertação.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29022775-114904811440317911?l=celulazero.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://celulazero.blogspot.com/feeds/114904811440317911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29022775&amp;postID=114904811440317911&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/114904811440317911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29022775/posts/default/114904811440317911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://celulazero.blogspot.com/2006/05/somos-um-grupo-de-revolucionrios-que.html' title='&quot;Somos um grupo de revolucionários que vivem juntos como uma família.&quot;'/><author><name>Túlio Xavier</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10138106050647609648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
